Transparência eleitoral e o patrimônio de Tarcísio de Freitas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), oficializou junto à Justiça Eleitoral a sua candidatura à reeleição, apresentando a declaração obrigatória de bens. O documento aponta um patrimônio total de R$ 2,696 milhões. O valor, que serve como base para a fiscalização de transparência durante o pleito, reflete a situação financeira atual do gestor paulista diante do desafio de manter o comando do Palácio dos Bandeirantes.
Ao comparar os dados com o registro de quatro anos atrás, nota-se uma estabilidade patrimonial. Em 2022, o governador havia declarado R$ 2,342 milhões. Quando ajustado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), esse montante equivaleria a R$ 2,794 milhões. Portanto, em termos reais, houve uma variação negativa de 3,5% no valor total de seus ativos.
Composição dos bens e concentração imobiliária
A maior fatia do patrimônio declarado por Tarcísio de Freitas está alocada em um imóvel situado em Brasília, avaliado em R$ 2,1 milhões. Além do bem imobiliário, o governador informou possuir R$ 526 mil em poupança e R$ 33 mil aplicados em renda fixa. A estrutura da declaração segue as exigências da legislação eleitoral brasileira, que visa assegurar que o eleitor tenha acesso à evolução financeira dos candidatos que buscam cargos públicos.
A candidatura de Tarcísio é sustentada pela coligação “Coragem para Seguir Avançando”, que articula uma base ampla composta pelo PL, MDB, PSD, Democrata, Avante, além das federações formadas por União Brasil e PP, e PRD e Solidariedade. Essa frente partidária busca consolidar o apoio necessário para a continuidade da atual gestão estadual.
Situação patrimonial e jurídica do vice-governador
O companheiro de chapa de Tarcísio, o vice-governador Felício Ramuth (MDB), também apresentou sua declaração à Justiça Eleitoral, totalizando R$ 2,981 milhões. O valor representa um crescimento significativo em comparação aos R$ 1,425 milhão declarados em 2022. Corrigido pela inflação, o montante anterior seria de R$ 1,7 milhão, indicando uma variação positiva de 75%, justificada, segundo a assessoria, pela aquisição de um terreno e metade de uma residência.
O nome de Ramuth esteve recentemente no centro de debates públicos devido a uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro em Andorra. O caso, que apura movimentações de US$ 1,6 milhão, não consta na declaração de bens do vice-governador. Em nota, sua assessoria esclareceu que a conta no exterior é de titularidade exclusiva de sua esposa, Vanessa Ramuth, e que o político nega qualquer irregularidade, afirmando ter prestado todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e à Receita Federal.
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Fonte: redir.folha.com.br
