A corrida pelo Palácio do Planalto nas Eleições 2026 entrou em uma fase de intensa movimentação nesta quarta-feira (23). Com o pleito se aproximando, os candidatos à presidência da República diversificaram suas estratégias, equilibrando a participação em debates televisivos e de revistas com atos de rua, encontros com movimentos sociais e entrevistas em veículos de comunicação.
Dinâmica dos debates e articulação política
O centro das atenções em São Paulo foi o debate promovido pela Revista Veja, que reuniu nomes de peso na disputa. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foram alguns dos nomes que marcaram presença. Caiado aproveitou a passagem pela capital paulista para visitar a Biblioteca Mario de Andrade, onde reforçou a tese de que a cultura deve ser tratada como um pilar de liberdade, desvinculada de ideologias partidárias.
Enquanto parte dos presidenciáveis focava nos estúdios, outros candidatos buscavam o contato direto com o eleitorado. No Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se com artistas e lideranças do setor cultural. O petista defendeu a necessidade de blindar as políticas culturais do país por meio de emendas constitucionais, visando evitar que mudanças de governo interfiram na autonomia das instituições.
Mobilização popular e agendas regionais
A agenda desta quarta-feira também foi marcada por pautas sindicais e sociais. Edmilson Costa (PCB) esteve em Belo Horizonte para prestar solidariedade ao comando de greve dos bancários e visitou o Memorial de Direitos Humanos. Na mesma cidade, Hertz Dias (PSTU) realizou panfletagens em escolas e avenidas, formalizando compromissos com as bases de seu partido.
Na Bahia, Samara Martins (UP) focou sua campanha no setor industrial e acadêmico. Em Salvador, a candidata realizou atos em frente ao complexo Bahia Têxtil e participou de debates sobre educação pública na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em suas falas, a candidata destacou propostas como o aumento do salário mínimo e críticas ao sistema financeiro.
Propostas inusitadas e foco em segurança
A diversidade de plataformas eleitorais ficou evidente com as propostas apresentadas por outros concorrentes. Renan Santos (Missão), em sua passagem por cidades do interior paulista, como Campinas e Sorocaba, defendeu uma agenda de reindustrialização e um combate rigoroso ao tráfico internacional de drogas, mirando o desmantelamento logístico de facções criminosas.
Por outro lado, Wilson Grassi (Democrata) trouxe pautas singulares para o debate público, como a criação de hospitais veterinários públicos e a oferta de procedimentos estéticos, como o botox, para mulheres de baixa renda, sob o argumento de valorização da autoestima. Enquanto isso, Augusto Cury (Avante) alternou visitas a projetos sociais, como o Instituto Bacarelli, com participações em podcasts, embora tenha cancelado sua ida ao debate da Veja para prestar homenagens a vítimas de um acidente aéreo recente.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
