Três gerações da família Freiria expandem avicultura em Minas Gerais após legado de avô

Três gerações da família Freiria expandem avicultura em Minas Gerais após legado de avô

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A história da família Freiria na avicultura começou com um desejo que ia muito além de criar frangos e aumentar a renda da propriedade: reunir os filhos que trabalhavam nas estradas e trazer todos de volta para o campo. Foi com esse objetivo que, em 1995, o patriarca da família decidiu construir os primeiros aviários em São Tomás de Aquino, no interior de Minas Gerais.

Mais de três décadas depois, a decisão se transformou em um negócio que atravessa três gerações. Atualmente, Marcos Antônio Freiria, neto do fundador, administra três aviários, também trabalha com a produção de café e prepara a construção de outras três instalações para ampliar a atividade.

Da estrada para a roça: o início da avicultura

Antes de investir na avicultura, a família Freiria tinha uma ligação importante com o transporte rodoviário. Parte dos filhos trabalhava com caminhões e passava longos períodos longe da propriedade rural.

O patriarca, pai de 10 filhos, buscava uma alternativa que permitisse à família trabalhar e permanecer próxima. Carlos Roberto Freiria, conhecido como Beto, conta que o pai não queria ver os filhos seguindo uma vida inteira nas estradas.

“Meu pai era doidinho para tirar nós da estrada, porque tinha um parente dele que trabalhou na estrada há muitos anos e nunca conseguiu nada. Aí meu pai arrumou esses aviários para nós sairmos da estrada e virmos para cá”, relembra.

Memórias da infância e o contato com o campo

Para Marcos Antônio, a relação com a avicultura começou antes mesmo de compreender como funcionava a atividade. Ainda criança, ele acompanhava o pai e os tios durante a construção e o manejo das primeiras granjas.

Uma das lembranças mais marcantes da infância é compartilhada por pai e filho: Marcos aprendeu a andar de bicicleta dentro de um aviário que estava sendo construído. Beto, que também trabalhava como carpinteiro, lembra que o menino tinha aproximadamente cinco anos quando apareceu pedalando entre as estruturas de madeira.

O contato com a propriedade durante a infância ajudou a despertar o interesse pela produção rural. Com o passar dos anos, Marcos deixou de ser apenas o menino que acompanhava o trabalho dos adultos para assumir responsabilidades na atividade.

Organização financeira e apoio familiar

Embora a atividade tenha começado por iniciativa do avô, Marcos destaca que outros integrantes da família foram fundamentais para o desenvolvimento do negócio. Entre eles está a mãe, que sempre teve papel importante na organização financeira da propriedade.

Segundo o produtor, foi observando a maneira como ela administrava os gastos que aprendeu a controlar as finanças. “Minha mãe é uma contadora sem diploma, porque ela sempre me ensinou a poupar, a organizar minhas contas. Ela é a parte financeira da minha família”, afirma.

O apoio familiar também foi fundamental nos momentos de dificuldade. Para saber mais sobre atualizações do setor, acompanhe as notícias no Canal Rural e mantenha-se informado sobre o agronegócio nacional.

Crescimento e modernização da produção

A avicultura começou com duas instalações, mas ganhou novas estruturas conforme os filhos e netos passaram a participar da produção. Atualmente, Marcos administra três aviários e mantém a cafeicultura como outra atividade produtiva. O próximo passo será a construção de mais três galpões, projeto que já entrou na fase de preparação do terreno.

Ao longo dos anos, as instalações da família passaram por transformações para acompanhar as exigências da avicultura. O modelo convencional utilizado no início da atividade deu lugar a estruturas climatizadas, com sistemas de ventilação e controle ambiental.