Após um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas na última quinta-feira (29), a corretora de ativos digitais Binance voltou a permitir saques por parte dos seus clientes neste domingo (1). A exchange informou retiradas líquidas de cerca de US$ 5,16 bilhões na sua última atualização oficial.
Segundo a maior corretora de criptomoedas do mundo, a equipe continua testando as redes e ativos restantes e irá compartilhar detalhes da próxima fase assim que possível. A empresa declarou ainda que as condições de mercado estão estáveis no momento.
Após um pico inicial, os volumes de retirada diminuíram e estão se estabilizando conforme o esperado, diz a corretora, enquanto os volumes de depósitos permaneceram substanciais. Em nota publicada mais cedo, a Binance afirmou que adotou medidas rigorosas de precaução para proteger a plataforma e verificar a prontidão dos serviços.
Maior parte das perdas já foi coberta, diz Binance
Logo após o incidente, a Binance congelou os saques temporariamente, mas continuou permitindo os depósitos. O evento ocasionou quedas no mercado de criptomoedas, mas a corretora afirma que já cobriu 95% das perdas com o ataque. Os 5% restantes envolvem tokens menos líquidos, que exigem mais tempo para recomposição.
A empresa acrescentou que todos os principais criptoativos estão 100% lastreados. A companhia informou que continuará a comprar os tokens remanescentes por meio de canais de mercado até que o valor coberto atinja a totalidade, absorvendo o impacto financeiro para proteger os usuários.
Investigações apontam suspeita sobre a Coreia do Norte
Este ataque à Binance entrou para a história como o maior roubo do tipo já registrado. O FBI, polícia federal dos Estados Unidos, atribuiu a ação a hackers norte-coreanos, após os recursos serem retirados da plataforma em questão de minutos na última quinta-feira.
De acordo com a agência norte-americana, a invasão está ligada ao grupo TraderTraitor, o mesmo associado a outros grandes roubos no setor de ativos digitais. O governo norte-americano e especialistas em segurança continuam monitorando as movimentações para rastrear os fundos e evitar novas perdas no mercado global.

