O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário crítico de mobilidade nesta terça-feira (21), com pelo menos 19 pontos de bloqueios registrados em rodovias estaduais e federais. A instabilidade climática recente, que resultou na elevação de arroios e rios, somada a danos estruturais persistentes, mantém o tráfego interrompido ou restrito em diversas regiões do estado. As autoridades de trânsito alertam que a situação é dinâmica e pode sofrer alterações conforme o avanço das águas ou a conclusão de reparos emergenciais.
O boletim oficial, consolidado a partir de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CPRv-BM), aponta para uma malha viária ainda fragilizada. Entre os principais problemas relatados estão pontes submersas, erosões severas no pavimento, quedas de barreiras e desmoronamentos de encostas, desafios que complicam o escoamento de cargas e o deslocamento de moradores entre municípios.
Impactos na malha estadual e interdições totais
As rodovias estaduais concentram a maior parte das ocorrências graves, com oito trechos apresentando bloqueio total. Em locais como a ERS-433, em Relvado, a subida do Arroio Jacaré deixou a ponte da Estiva completamente submersa, isolando pontos estratégicos. Situações semelhantes de erosão ou alagamento sobre a pista foram registradas na ERS-130, em Venâncio Aires, e na ERS-630, em São Gabriel e Lavras do Sul.
Outros pontos críticos incluem a ERS-843, em Feliz, e a ERS-324, em Marau, onde a força da água impediu a passagem segura de veículos. Em Vila Flores, a ERS-437 segue interditada para obras, exigindo que motoristas busquem rotas alternativas pelos municípios de Antônio Prado e Flores da Cunha. As autoridades reforçam que o desrespeito à sinalização em áreas bloqueadas coloca em risco a vida dos condutores e prejudica o trabalho das equipes de engenharia.
Restrições parciais e controle de fluxo
Além das interdições totais, quatro rodovias estaduais operam com restrições parciais. Em Bento Gonçalves, a ERS-431 mantém a travessia por balsa como alternativa à queda de uma ponte. Já em Passo Fundo, a ERS-135 lida com os reflexos de uma barreira que cedeu, exigindo limpeza constante da pista. Em Santo Ângelo, na ERS-344, o tráfego flui em sistema de pare e siga, controlado por semáforos, enquanto em Dilermando de Aguiar, a ERS-530 impõe limites de peso para permitir a passagem de veículos.
Desafios nas rodovias federais e o caso da BR-470
Nas estradas sob jurisdição federal, sete trechos apresentam alterações significativas. A BR-470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, continua sendo um dos pontos de maior atenção. Devido aos deslizamentos ocorridos durante as enchentes de 2024, o tráfego na Serra das Antas é restrito a comboios em horários específicos, com bloqueio total durante o período noturno, das 23h às 6h. A medida visa garantir a segurança dos usuários diante da instabilidade geológica da encosta.
Outras rodovias federais, como a BR-116, em Nova Petrópolis e Picada Café, e a BR-158, em Itaara, operam com sistemas de pare e siga ou desvios pelo acostamento devido a rachaduras e desmoronamentos. A orientação da Polícia Rodoviária Federal é que os motoristas planejem suas viagens com antecedência, consultem os canais oficiais de trânsito e evitem transitar por áreas de risco, especialmente durante períodos de chuva intensa.
O Conexrs segue acompanhando a situação das rodovias gaúchas em tempo real. Para se manter informado sobre as condições de tráfego, alertas meteorológicos e o impacto das chuvas na infraestrutura do estado, continue acompanhando nossas atualizações diárias. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística precisa, contextualizada e essencial para o seu dia a dia.
Fonte: agorars.com
