A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta segunda-feira (5), uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a liberação imediata das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao seu local de cumprimento de prisão domiciliar. O pedido surge em um momento em que a restrição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu o contato entre ambos por um período de 90 dias, aproxima-se do prazo final de validade, marcado para o dia 11 de outubro.
Argumentos da defesa e contexto das restrições
No documento enviado à Corte, os advogados de Jair Bolsonaro sustentam que a manutenção do regime restritivo de visitas não possui mais fundamentação jurídica necessária. A defesa argumenta que o cenário atual permite o restabelecimento do contato entre pai e filho, solicitando que a medida seja revogada antes mesmo do encerramento oficial do prazo estipulado pelo magistrado relator.
A proibição de visitas foi estabelecida pelo STF em julho deste ano. A decisão foi motivada pela publicação, nas redes sociais do senador, de uma carta escrita pelo ex-presidente. O episódio foi interpretado como uma violação das medidas cautelares vigentes, uma vez que Jair Bolsonaro está proibido de utilizar a internet, inclusive por intermédio de terceiros, para se comunicar ou difundir mensagens.
Situação jurídica e estado de saúde
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão, resultado de condenação no processo que investigou a trama golpista. Após um período em unidade prisional, ele obteve o direito à prisão domiciliar, decisão que foi concedida em razão de uma cirurgia realizada anteriormente. Atualmente, o quadro de saúde do ex-presidente requer cuidados, visto que ele se encontra em processo de recuperação de uma pneumonia bacteriana.
O caso reflete o embate contínuo entre a defesa e o Poder Judiciário sobre o alcance das medidas cautelares impostas. Em julho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também havia solicitado ao STF que autorizasse a comunicação entre os dois, reforçando o debate sobre os limites das restrições impostas a figuras públicas em regime de prisão domiciliar. A decisão final sobre o novo pedido de flexibilização cabe agora ao relator do processo no Supremo Tribunal Federal.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

