BTG Pactual expande atuação com maquininha de duas telas e foco em crédito B2B

BTG Pactual expande atuação com maquininha de duas telas e foco em crédito B2B

Economia

A experiência de pagamento no varejo está prestes a ganhar um novo capítulo de transparência e eficiência. O BTG Pactual anunciou a expansão de sua nova plataforma de adquirência, que traz como destaque uma maquininha equipada com duas telas. O dispositivo permite que o consumidor visualize o valor da compra simultaneamente ao atendente, eliminando a necessidade de girar o equipamento ou solicitar a conferência manual, uma fricção comum que gera desconforto em transações presenciais.

O lançamento, apresentado oficialmente nesta sexta-feira (11) em um evento na sede da instituição, faz parte de um ecossistema robusto voltado para pequenas e médias empresas (PMEs). Além do hardware, o banco introduziu o Cartão BTG Pay, focado em transações corporativas, e ferramentas de conciliação em tempo real. A estratégia marca um movimento agressivo do banco para consolidar sua presença no dia a dia financeiro de seus clientes corporativos.

Estratégia de mercado e o potencial do setor B2B

Embora o mercado de adquirência pareça saturado, o BTG Pactual enxerga na maquininha uma porta de entrada para uma fatia muito maior do setor financeiro. Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo, destacou que a ausência de soluções de adquirência era uma barreira para que empresas centralizassem toda a sua vida financeira no banco. Com a nova estrutura, a instituição projeta ampliar em dez vezes o seu mercado endereçável.

O foco principal não é apenas o varejo tradicional (B2C), que movimenta cerca de R$ 4,5 trilhões, mas sim o vasto universo de pagamentos entre empresas. Segundo Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas, o Pix, embora essencial, atende majoritariamente pagamentos à vista. A nova solução de adquirência aliada ao cartão B2B permite a concessão de crédito e a gestão de prazos, atingindo um mercado que soma R$ 50,5 trilhões, incluindo boletos e transferências corporativas.

Flexibilidade de prazos e gestão de risco

O diferencial do cartão B2B do BTG Pactual reside no arranjo fechado, que possibilita negociações customizadas entre fornecedor e comprador. Em uma operação comum, o vendedor pode receber à vista (D+0), enquanto o comprador ganha fôlego para quitar o débito em até 180 dias. O banco atua como o financiador desse capital de giro, assumindo o risco de crédito da operação.

Essa dinâmica resolve um entrave histórico: a insegurança do vendedor em transações parceladas. Ao transferir o risco para o banco, o fornecedor libera limites comerciais e operacionais, facilitando o fechamento de negócios. Além disso, a infraestrutura de registradoras de cartão reduz a incidência de fraudes, como a duplicidade de títulos, permitindo que o banco precifique o crédito de forma mais competitiva.

Preparação para o split de pagamentos e Reforma Tributária

A tecnologia do BTG Pactual também antecipa mudanças estruturais trazidas pela Reforma Tributária, especialmente o modelo de split payment. Com a arrecadação de impostos tornando-se instantânea no momento da transação, o sistema do banco automatiza a divisão dos valores entre os diversos destinatários, como estabelecimentos, prestadores de serviço e o fisco.

Essa funcionalidade, que já permite o fracionamento de receitas em tempo real, é vista como uma ferramenta essencial para a adaptação das empresas ao novo cenário tributário. Apesar da sofisticação tecnológica e da facilidade de acesso ao crédito, a instituição reforçou que mantém seus critérios rigorosos de análise, garantindo a solidez da carteira.

O Conexrs segue acompanhando as movimentações do setor financeiro e o impacto das novas tecnologias na rotina das empresas brasileiras. Continue conosco para se manter informado sobre as tendências que moldam a economia e o mercado nacional.

Fonte: seudinheiro.com