Na tarde deste domingo (25), passaram a circular nas redes sociais grupos de carona solidária sendo organizados para ajudar a transportar eleitores para locais de votação. A iniciativa começou após relatos de falhas no transporte público em diversas cidades do Brasil.
A organização Casa Marighella, que montou uma plataforma de caronas voltada a idosos e pessoas com mobilidade reduzida para a votação, viu o número de cadastrados explodir no fim da tarde. Às 17h25, havia 8.215 motoristas oferecendo transporte em 820 cidades.
Impacto nos estados e atuação das autoridades
O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para os eleitores em sete estados. São eles: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza.
De acordo com a legislação eleitoral, é proibido transportar eleitores para votação. O objetivo é impedir que haja coação do voto. Em seu site, a Folha de S.Paulo destaca que a Casa Marighella afirma que, para não ferir a lei, a plataforma orienta que ninguém pede voto, pergunta em quem a pessoa vai votar ou fala de candidato e que os motoristas não estejam com adesivo, bandeira, camiseta, santinho ou som de campanha no veículo.
Regras e orientações para a circulação de caronas
A mesma orientação vem circulando em grupos, embora a Folha tenha recebido mensagens encaminhadas orientando a ver se algum vermelho precisa de ajuda. Também circulam mensagens com pontos de maior fluxo, onde haveria eleitores precisando de carona.

