O estado de São Paulo teve uma aceleração significativa nas notificações de mpox no último mês. Desde o dia 4 de outubro, data que marcou o início da 40ª semana epidemiológica do calendário da saúde pública, as autoridades sanitárias confirmaram 67 diagnósticos da infecção em solo paulista.
Esse volume concentrado em cerca de 30 dias representa aproximadamente 22% do total de ocorrências registradas em todo o território paulista ao longo deste ano. O avanço repentino acendeu o alerta dos órgãos de vigilância, que mantêm o rastreamento contínuo para conter novos focos de transmissão.
Aumento recente de casos de mpox na capital e no interior
No acumulado de janeiro até a primeira semana de novembro, o estado de São Paulo contabiliza 300 infecções confirmadas por mpox, sem qualquer registro de óbito decorrente da doença no período. A distribuição espacial mostra uma forte concentração na região metropolitana, onde 197 desses diagnósticos ocorreram na capital paulista.
Os dados oficiais constam no painel da plataforma do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, vinculado à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Ao analisar o histórico recente, percebe-se um recuo em comparação com ciclos anteriores, já que em todo o ano passado foram registrados 423 casos, enquanto em 2024 o total atingiu 1.134 ocorrências.
Mesmo após a Organização Mundial da Saúde ter encerrado a emergência de saúde pública de importância internacional em setembro de 2025, os protocolos de monitoramento epidemiológico permanecem ativos. As equipes estaduais mantêm a realização de exames laboratoriais e o rastreamento de contatos próximos para bloquear eventuais cadeias de infecção.
Formas de contágio e sinais clínicos do vírus
A mpox é uma enfermidade infecciosa provocada pelo vírus MPXV. A transmissão interpessoal ocorre predominantemente mediante o contato direto com lesões cutâneas, secreções corporais ou mucosas de indivíduos infectados, com destaque para a exposição durante relações sexuais.
Além do contato físico direto, o vírus pode ser transmitido por meio do compartilhamento de objetos e superfícies contaminadas. Isso inclui peças de vestuário, toalhas, roupas de cama e outros itens de uso estritamente pessoal que tenham entrado em contato com o agente patogênico.
Os sintomas clínicos manifestam-se por meio de erupções e feridas na pele ou nas mucosas, inclusive na região genital. Os pacientes infectados também podem apresentar febre, fraqueza, dores musculares, dores de cabeça e nas costas, além do inchaço característico dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas.
Ações da vigilância epidemiológica e medidas de proteção
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, Tatiana Lang, ressaltou em nota oficial a importância da prontidão da rede de atendimento público e privado para identificar os casos rapidamente e adotar medidas de contenção.
Para mitigar o risco de infecção na comunidade, os órgãos de saúde recomendam evitar o contato físico próximo ou íntimo com pessoas que apresentem lesões de pele ou sintomas suspeitos. A orientação também reforça a importância de não compartilhar objetos pessoais com terceiros no dia a dia.
A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel permanece como uma das práticas preventivas mais simples e eficazes para evitar a contaminação viral no cotidiano.

