Cesta básica em Porto Alegre recua em agosto, mas maioria dos alimentos registra alta

Cesta básica em Porto Alegre recua em agosto, mas maioria dos alimentos registra alta

Rio Grande do Sul

O custo da cesta básica em Porto Alegre apresentou um leve recuo de 0,31% no mês de agosto, fixando o valor médio em R$ 839,34. Apesar da redução no montante final, o cenário nas gôndolas dos supermercados gaúchos revela uma pressão inflacionária persistente sobre os itens essenciais, visto que 10 dos 13 produtos que compõem a cesta registraram aumento de preços no período.

Pressão inflacionária sobre os alimentos essenciais

O levantamento, realizado pelo DIEESE, mostra que o arroz agulhinha liderou as altas no mês, com um encarecimento de 6,43%. Outros itens básicos da mesa do brasileiro também ficaram mais caros, como a banana (2,58%), o óleo de soja (1,42%), o pão francês (1,19%) e a farinha de trigo (0,75%). A lista de produtos com variação positiva inclui ainda manteiga, tomate, carne bovina de primeira, leite integral e feijão preto.

Em contrapartida, o recuo no valor total da cesta foi sustentado quase inteiramente pela queda expressiva no preço da batata, que baixou 22,98%. O açúcar refinado e o café em pó também apresentaram quedas marginais, de 0,75% e 0,13%, respectivamente, ajudando a equilibrar o custo final para o consumidor porto-alegrense.

Impacto no orçamento das famílias gaúchas

Apesar da oscilação mensal, o acumulado do ano de 2026 aponta para uma alta de 7,03% no preço da cesta básica na capital gaúcha. Em um recorte de 12 meses, o aumento é de 3,48%. Para o trabalhador que recebe o salário mínimo vigente de R$ 1.621, o peso desses valores é significativo: em agosto, foi necessário dedicar 113 horas e 55 minutos de trabalho apenas para custear a alimentação básica.

Esse montante consumiu 55,98% do salário mínimo líquido, após os descontos previdenciários. Porto Alegre figura atualmente como a quinta capital com a cesta mais cara do país, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 900,59), Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).

Panorama nacional e o salário mínimo necessário

A tendência de queda no custo da cesta básica foi observada em 25 das 27 capitais brasileiras monitoradas pela pesquisa. Apenas Maceió e São Luís registraram elevação nos preços entre julho e agosto. Contudo, o cenário nacional é de cautela, já que todas as capitais acumulam alta no custo da alimentação básica ao longo de 2026.

O DIEESE também calculou o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas. Em agosto, o valor estimado foi de R$ 7.565,86, o que representa 4,67 vezes o salário mínimo oficial de R$ 1.621. O dado reforça o abismo entre o poder de compra atual e as necessidades básicas de subsistência das famílias brasileiras.

O Conexrs segue acompanhando de perto os indicadores econômicos que impactam diretamente o bolso dos gaúchos. Continue conectado em nosso portal para receber análises aprofundadas, notícias atualizadas e o contexto necessário para compreender as transformações da nossa economia e sociedade.

Fonte: agorars.com