Equipes trabalham entre os escombros em busca de sobreviventes; terremoto de magnitude 7,4 provocou destruição em cidades do oeste do país e deixou mais de 1,3 mil feridos
A Colômbia enfrenta uma das maiores operações de emergência dos últimos anos após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na segunda-feira (10). O número de mortos chegou a 254, segundo os balanços mais recentes divulgados nesta quarta-feira (12), enquanto equipes de resgate continuam trabalhando entre prédios destruídos e estruturas comprometidas. Cali, Pereira, Manizales e Quibdó estão entre as áreas mais atingidas.
O terremoto provocou centenas de desabamentos, danos em imóveis, hospitais e estruturas de transporte, além de deixar mais de 1.300 pessoas feridas. A situação permanece delicada porque novas réplicas continuam sendo registradas. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, foram contabilizados quase 100 tremores posteriores, aumentando a preocupação com novos desabamentos e dificultando o trabalho dos socorristas.
Apesar da dimensão da tragédia, os trabalhos de busca ainda registram momentos de esperança. Em Pereira, uma mulher de 32 anos foi retirada com vida dos escombros após permanecer cerca de 36 horas soterrada. O caso reforçou a decisão das equipes de manter as buscas mesmo com a redução gradual da chamada janela de sobrevivência. Especialistas explicam que vítimas podem permanecer vivas por vários dias quando ficam protegidas em espaços entre os escombros, especialmente quando conseguem respirar e têm acesso a alguma quantidade de água.
A dimensão da emergência também mobiliza a comunidade internacional. Enquanto os trabalhos de salvamento continuam, autoridades colombianas enfrentam o desafio de atender milhares de pessoas afetadas, recuperar serviços essenciais e avaliar os prejuízos estruturais. A situação nas regiões rurais permanece mais difícil de dimensionar, devido aos problemas de comunicação e acesso provocados pelo terremoto.
A tragédia coloca a Colômbia diante de uma operação que vai além do resgate imediato. Depois da localização dos sobreviventes e da retirada das vítimas, o país terá pela frente uma extensa etapa de reconstrução de moradias, infraestrutura, serviços públicos e atividades econômicas. Para as cidades atingidas, os impactos devem permanecer por meses, especialmente sobre comércio, transporte, turismo e negócios locais.
Fonte: ConexRS, com informações de agências internacionais e veículos de imprensa.
