Combate à violência lidera prioridades de eleitores para presidente

Combate à violência lidera prioridades de eleitores para presidente

Política

A segurança pública desponta como a principal demanda da população brasileira para o próximo chefe do Executivo federal. Uma pesquisa do Datafolha divulgada em 23 de outubro de 2026 aponta que 69% dos eleitores consideram o combate à violência como uma das prioridades fundamentais para o presidente eleito, seja Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento ouviu 2.520 pessoas em 154 cidades brasileiras entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026, sob encomenda da Folha de S.Paulo e da TV Globo. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral está catalogado sob o código BR-09709/2026.

Panorama das demandas populares

Na metodologia aplicada pelo instituto, os votantes puderam selecionar temas prioritários em primeira, segunda e terceira posições a partir de um catálogo pré-estabelecido. Enquanto 69% destacaram a segurança, outros setores fundamentais da economia e do bem-estar social também registraram patamares elevados de preocupação.

A geração de empregos foi citada por 60% dos participantes como uma área que exige atenção imediata da gestão federal. Logo em seguida, a redução de impostos apareceu na preferência de 56% dos entrevistados, antecedendo tópicos ligados diretamente à educação, à renda familiar e ao endividamento.

Estratégias de segurança na corrida eleitoral

O tema da segurança pública ocupou o centro dos debates na disputa entre os candidatos ao Palácio do Planalto. O senador Flávio Bolsonaro incorporou à sua plataforma propostas duras, como a implementação de castração química para estupradores, o fim da obrigatoriedade de marcação de munições e restrições à progressão de pena.

Por outro lado, o presidente Lula adotou mudanças discursivas em relação a pautas históricas do campo progressista. O atual mandatário passou a manifestar apoio público à redução da maioridade penal em casos específicos de crimes hediondos, distanciando-se de posicionamentos contrários sustentados em mandatos anteriores.