
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) condenou o empresário William Pimenta Gusmão, de 42 anos, pelo crime de importunação sexual. O caso, que ocorreu durante um evento festivo na cidade de Jussara, em abril de 2023, teve um desfecho na última terça-feira (7), quando a 1ª Câmara Criminal do tribunal reverteu uma sentença anterior de absolvição em primeira instância.
O réu, que é irmão da influenciadora digital Virgínia Fonseca, foi sentenciado a um ano de reclusão em regime aberto. A decisão, tomada por unanimidade pelos desembargadores, refere-se a um dos dois episódios denunciados pela empreendedora Rauriceia Martins da Costa, conhecida como Lilly Martins. O empresário foi absolvido da segunda acusação contida no mesmo processo.
Contexto da denúncia e decisão judicial
O processo, que tramita sob segredo de justiça, ganhou contornos complexos ao longo das instâncias judiciais. Enquanto o Ministério Público (MP) havia se posicionado pela absolvição do acusado em ambas as fases, o colegiado do TJ-GO divergiu do entendimento inicial. Os magistrados fundamentaram a condenação com base em elementos probatórios, incluindo o depoimento de uma testemunha que teria presenciado a importunação.
Segundo o relato da vítima, o crime teria ocorrido no momento em que ela solicitou uma foto com o empresário. Ela afirma que, durante o registro, o homem colocou a mão por dentro de sua calça, na parte traseira. A mulher relatou ainda que um segundo episódio teria ocorrido horas depois, no estacionamento do local. A defesa de William Pimenta Gusmão nega as acusações, classificando-as como falsas e sustentando que não há provas suficientes para a condenação.
Repercussão e desdobramentos jurídicos
Após a decisão, a vítima utilizou suas redes sociais para desabafar sobre o processo, que descreveu como um período desgastante de três anos. Ela expressou insatisfação com a pena aplicada, que foi convertida em prestação de serviço comunitário, mas celebrou o reconhecimento da materialidade do crime pelos desembargadores. O caso levanta discussões sobre a importância da palavra da vítima e a valoração de provas em crimes contra a dignidade sexual.
Em contrapartida, o empresário também utilizou plataformas digitais para negar veementemente qualquer conduta imprópria. Em vídeo, ele alegou que a situação foi uma tentativa de agressão ou difamação por parte da mulher, afirmando que apenas posou para fotos e que, ao perceber a intenção da vítima, optou por se retirar do local. A defesa, representada pelos advogados Giuliano Vettori e Joel Bechis, anunciou que irá recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mantendo a tese de ausência de provas.
O Conexrs segue acompanhando os desdobramentos deste caso e outros temas relevantes para o cenário nacional. Mantenha-se informado com nossa cobertura completa, que preza pela apuração rigorosa e pelo compromisso com a verdade em todas as esferas da notícia.
Fonte: abcmais.com
