Consumidor rejeita inteligência artificial em anúncios de moda e delivery

Consumidor rejeita inteligência artificial em anúncios de moda e delivery

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A relação do público com a tecnologia nas compras digitais apresenta limites claros e definidos. Enquanto ferramentas tecnológicas ganham espaço na rotina de pesquisa e comparação, práticas publicitárias baseadas em automação geram forte resistência nos canais digitais.

Um levantamento realizado pela Buzzmonitor analisou 68 mil publicações com menções a ferramentas automatizadas, assistentes virtuais e termos ligados a avaliações, compras e recomendações, monitoradas entre os dias 1º e 7 de outubro. Os dados revelam que o comportamento do comprador muda drasticamente dependendo de onde a tecnologia é aplicada.

Utilidade na comparação de produtos e escolha de itens

O estudo aponta que apenas 15% das publicações coletadas trazem críticas ao uso de modelos de linguagem para auxiliar na pesquisa prévia e na decisão de compras de produtos. Nesse cenário, o consumidor enxerga utilidade prática na tecnologia.

As interações mostram que as pessoas utilizam assistentes virtuais para montar combinações de roupas, calcular custo-benefício, selecionar itens por paleta de cores, planejar decorações e avaliar especificações de veículos antes de fechar negócio.

Críticas ao uso de imagens falsas em anúncios

Por outro lado, o limite da aceitação é rompido quando marcas recorrem à tecnologia para gerar conteúdo visual publicitário. O levantamento indica que 87% das conversas criticam empresas que utilizam recursos automatizados para criar imagens de produtos, especialmente nos setores de vestuário e alimentação.

Os usuários classificam essas imagens como enganosas ou artificiais — chegando a definir pratos de comida gerados por computador como pouco apetitosos. Para grande parte do público, identificar esse tipo de prática resulta na desistência imediata da aquisição.

Ressalvas em aconselhamentos de saúde e atendimento

O uso de algoritmos para orientações sensíveis também enfrenta barreira expressiva. Cerca de 60% das postagens demonstram preocupação ou rejeição ao confiar em recomendações automatizadas para criar rotinas de treinos de musculação, cardápios de dietas e outros aconselhamentos voltados ao bem-estar e à saúde.

No setor de suporte ao cliente, o cenário divide opiniões. Enquanto 38% dos relatos avaliam positivamente a agilidade proporcionada pelos assistentes no autoatendimento, 19% apontam frustração pela dificuldade de transferir o contato para um atendente humano quando o sistema automatizado falha em solucionar o problema.

O ConexRS segue acompanhando as principais tendências de tecnologia, comportamento e mercado para manter você sempre bem informado sobre os rumos do consumo digital.

Fonte: meioemensagem.com.br