Copel revisa política de capital e atrai otimismo do Bank of America com foco em dividendos

Copel revisa política de capital e atrai otimismo do Bank of America com foco em dividendos

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Flexibilização financeira impulsiona expectativas para acionistas

A Copel (CPLE3), uma das principais companhias do setor elétrico brasileiro, anunciou uma mudança estratégica em sua política de capital que promete impactar diretamente a remuneração de seus investidores. A decisão, comunicada na última quarta-feira (15), foi recebida com otimismo pelo mercado financeiro, especialmente pelo Bank of America (BofA), que reforçou sua recomendação de compra para os papéis da empresa.

A alteração central reside na meta de alavancagem da companhia. A elétrica elevou o limite de endividamento, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, de 2,8 vezes para 2,9 vezes. Além disso, a empresa ampliou o prazo para a convergência a essa meta, passando de 24 para 48 meses. Na prática, essa manobra confere maior fôlego ao caixa da organização, reduzindo a necessidade de retenção de recursos e abrindo margem para uma distribuição mais robusta de dividendos nos próximos anos.

Projeções de dividendos e retorno aos investidores

O relatório assinado pelos analistas Gustavo Faria e André Silveira aponta que a Copel figura hoje como a quarta maior pagadora de dividendos entre as empresas brasileiras cobertas pelo banco. Com a nova estrutura financeira, a estimativa de dividend yield médio para o período entre 2026 e 2029 foi revisada para cima, saltando de 7,3% para 7,6% ao ano.

O cenário projetado pelo BofA indica uma distribuição crescente, com destaque para o ano de 2027, quando o rendimento pode superar a marca de 10%. Em um cenário otimista, caso a empresa utilize toda a flexibilidade permitida pela nova política, o retorno acumulado em dividendos pode atingir 27,6% ao longo de três anos. A política atual mantém o compromisso de distribuir, no mínimo, 75% do lucro líquido anual, garantindo previsibilidade aos acionistas.

Crescimento operacional sustenta a tese de investimento

Para além dos proventos, a tese de investimento do BofA na Copel se sustenta no sólido desempenho operacional esperado para a companhia. As projeções financeiras apontam para uma trajetória de crescimento consistente até 2030. A receita líquida, que deve atingir R$ 21 bilhões em 2026, tem potencial para chegar a R$ 26,6 bilhões ao final da década.

O Ebitda, indicador fundamental para medir a geração de caixa, deve apresentar um crescimento anual médio (CAGR) de cerca de 19% nos próximos três anos, saltando de R$ 6,9 bilhões para R$ 12,5 bilhões até 2030. O lucro líquido também acompanha essa tendência, com estimativa de atingir R$ 5,7 bilhões ao final do período. Segundo o relatório do BofA, a geração de caixa da Copel é robusta o suficiente para conciliar os investimentos necessários para essa expansão com a manutenção de uma política de dividendos atrativa.

Potencial de valorização na bolsa

Diante desse cenário, o banco manteve o preço-alvo de R$ 21 para as ações da Copel (CPLE3). Considerando o valor de referência utilizado na análise, de R$ 15,02, o potencial de valorização dos papéis é de quase 40%. A combinação de crescimento operacional com uma estrutura de capital mais flexível coloca a companhia em uma posição de destaque no setor elétrico, atraindo a atenção de investidores que buscam tanto valorização de capital quanto renda recorrente.

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Fonte: seudinheiro.com