O centro de monitoramento da Defesa Civil emitiu novos avisos meteorológicos e hidrológicos para o Rio Grande do Sul, com vigência até a terça-feira (3). Os boletins apontam riscos significativos para a ocorrência de tempestades acompanhadas de ventania, queda de granizo e oscilações no nível de diversos rios em várias regiões do território gaúcho.
A instabilidade climática ganha força desde a tarde e a noite deste domingo (1º). Nessas primeiras horas, há expectativa de tempestades isoladas com rajadas de vento que podem superar os 70 quilômetros por hora, além de episódios de granizo, afetando prioritariamente áreas da Fronteira Oeste, Missões, Noroeste e Norte do estado.
Avanço das tempestades e impactos previstos
Na segunda-feira (2), o cenário de instabilidade se expande geograficamente. As áreas sob atenção passam a abranger o Noroeste, Norte, Centro, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre, Costa Doce, Litoral Norte, Serra e Nordeste, exigindo cautela da população e monitoramento constante por parte das autoridades municipais.
Para a terça-feira (3), os meteorologistas preveem um agravamento das condições climáticas. O prognóstico indica tempestades severas com queda de granizo, havendo potencial para pedras de grande porte, e rajadas de vento que podem ultrapassar os 90 km/h em grande parte do estado, incluindo Oeste, Campanha, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales, RMPOA, Serra e Nordeste.
Os acumulados de chuva também preocupam os técnicos. O volume de precipitação pode superar os 150 mm em localidades situadas nas regiões das Missões, Noroeste e Norte, elevando a probabilidade de ocorrência de alagamentos urbanos, transbordamentos de arroios e pequenos rios, além de novas elevações nos afluentes do rio Uruguai.
Monitoramento de bacias hidrográficas e rios
Em paralelo aos temporais, o acompanhamento hidrológico indica que os níveis das principais bacias de rios seguem elevados, embora apresentem tendências predominantes de estabilidade ou declínio em trechos específicos monitorados pelo g1 RS.
Os principais focos de atenção continuam concentrados na bacia hidrográfica do rio Uruguai e, de maneira pontual, na região Central do território gaúcho. Na cidade de Uruguaiana, por exemplo, o rio Uruguai permanece em cota de alerta, mas já registra comportamento em declínio, o que traz um alívio parcial para as comunidades ribeirinhas afetadas pelos volumes acumulados nas semanas anteriores.

