A identificação recente do vírus da doença de Newcastle em uma propriedade situada em Santa Catarina recolocou em evidência a necessidade rigorosa de cuidados sanitários na avicultura nacional. Trata-se de uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta plantéis inteiros, podendo desencadear quadros respiratórios graves, distúrbios neurológicos e mortalidade expressiva entre os animais, gerando preocupação em toda a cadeia produtiva.
O monitoramento contínuo ganha relevância redobrada porque animais infectados podem carregar o patógeno sem manifestar sinais clínicos evidentes. Foi justamente o caso detectado no território catarinense, onde o material genético do vírus apareceu durante uma fiscalização ativa conduzida pela Secretaria de Agricultura local, mesmo com as aves aparentando normalidade aparente.
Sinais clínicos e manifestações da doença de Newcastle
A enfermidade atinge principalmente os sistemas respiratório, digestivo e nervoso dos animais. A intensidade das manifestações clínicas varia conforme a cepa viral, o nível de imunidade do lote e as condições de manejo na granja.
Entre os indícios mais comuns apontados por especialistas estão a respiração ofegante, espirros, tosse, além de sintomas neurológicos como perda de equilíbrio, dificuldades na caminhada e o clássico torcicolo. Também podem ocorrer quedas abruptas na produtividade e mortalidade em episódios mais agressivos da infecção.
Formas de transmissão e propagação do vírus
A disseminação do patógeno ocorre tanto pelo contato direto entre aves doentes e saudáveis, por meio de fluidos respiratórios, quanto de maneira indireta através de equipamentos, roupas, água e ração contaminadas. Como a eliminação viral acontece pelas fezes e secreções, qualquer descuido na higienização facilita o alastramento.
Especialistas reforçam que a ausência de sintomas visíveis em determinados lotes não elimina o risco de transmissão. A capacidade de contágio rápido exige barreiras sanitárias severas em todas as etapas da produção avícola comercial e de subsistência.
Estratégias de prevenção e controle nas granjas
A principal linha de defesa contra a enfermidade baseia-se na adoção de rígidas normas de biosseguridade nas propriedades rurais. Isso inclui a aplicação rigorosa do calendário de vacinação recomendado por médicos-veterinários, o controle restrito de acesso de pessoas e veículos estranhos, além da limpeza profunda de instalações e utensílios.
Proteger bebedouros e comedouros contra o contato com aves silvestres também figura entre as recomendações fundamentais para blindar os plantéis. Diante de qualquer suspeita ou elevação incomum na mortalidade, a orientação é acionar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial.
Segurança para o consumidor e impacto na saúde humana
Apesar de existirem registros raros de infecção em humanos — geralmente associados a trabalhadores que lidam diretamente com aves doentes e que desenvolvem quadros leves de conjuntivite —, a doença não representa risco por meio do consumo de carne de frango e ovos devidamente inspecionados.
Os produtos avícolas comercializados no mercado seguem rigorosos padrões de fiscalização sanitária, garantindo total segurança alimentar à população. Continue acompanhando o ConexRS para manter-se informado sobre os principais temas que movimentam a economia, o agronegócio e a sociedade, com a credibilidade e a profundidade que você já conhece.
Fonte: canalrural.com.br

