A modernização do campo brasileiro ganha um novo capítulo com a integração de tecnologias aéreas no manejo de hortaliças. Recentemente, a cidade de Sumaré, no interior de São Paulo, foi palco de uma série de atividades práticas focadas no uso de drones para a aplicação de agroquímicos em plantações de tomate. A iniciativa, conduzida pela Divisão Avançada de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (DEA-IAC), ocorreu em uma propriedade do grupo Irmãos Andrade, buscando unir rigor científico à realidade operacional do produtor.
Tecnologia e precisão no controle de pragas
O projeto, que integra os programas Drones SP e Aplique Bem, utiliza o modelo de pesquisa participativa para validar a eficiência das aeronaves remotamente pilotadas. O objetivo central é ir além da simples automação, investigando como variáveis técnicas — como o volume de calda, a taxa de cobertura e o tamanho das gotas — impactam diretamente o controle de pragas e doenças na cultura do tomate, que é reconhecidamente sensível e exige alta precisão no manejo fitossanitário.
Hamilton Ramos, pesquisador científico e diretor da DEA-IAC, destaca que a tecnologia de aplicação é o coração do estudo. Segundo ele, não basta apenas utilizar o equipamento; é preciso entender a dinâmica da deriva, a compatibilidade dos insumos e como as condições climáticas locais influenciam o sucesso do tratamento. A pesquisa busca, portanto, estabelecer protocolos que garantam a eficácia do produto aplicado, minimizando desperdícios e maximizando a proteção da lavoura.
Desafios operacionais e viabilidade econômica
Embora os drones representem um avanço significativo para a agricultura de precisão, o setor ainda enfrenta desafios para a consolidação da ferramenta. O desempenho das aeronaves em diferentes topografias e a viabilidade econômica de sua adoção em larga escala são pontos que ainda exigem clareza. A parceria com o grupo Irmãos Andrade permite que a ciência saia dos laboratórios e enfrente as variáveis reais do campo, como o sentido de voo e a relação entre a velocidade da aeronave e a deposição do produto nas folhas.
A abordagem participativa, que envolve diretamente empresas e profissionais do setor, é fundamental para que as inovações cheguem ao produtor com segurança. Ao ajustar os parâmetros de aplicação conforme as necessidades observadas na prática, o IAC busca orientar o mercado sobre o uso responsável e eficiente dos drones. Esse alinhamento entre pesquisa e prática é um dos pilares para a sustentabilidade da produção agrícola paulista e nacional.
Compromisso com a inovação no campo
A DEA-IAC, com sede em Jundiaí (SP) e vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reafirma com esses testes seu papel estratégico no fomento à tecnologia agrícola. A busca por métodos que otimizem o uso de defensivos não apenas melhora a produtividade, mas também contribui para uma agricultura mais eficiente e consciente. Para saber mais sobre o avanço das tecnologias no campo e acompanhar as inovações que transformam o agronegócio brasileiro, continue acompanhando o ConexRS. Estamos comprometidos em trazer informações relevantes, atualizadas e com o rigor técnico que o setor exige.
Fonte: portaldoagronegocio.com.br

