Enapecan 2026 debate futuro do mercado de noz-pecã em Bento Gonçalves

Enapecan 2026 debate futuro do mercado de noz-pecã em Bento Gonçalves

Agro

O cenário da pecanicultura brasileira ganha destaque no próximo mês de novembro com a realização do III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) 2026. O evento, que ocorrerá nos dias 12 e 13 em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, coloca em pauta os rumos da comercialização, os desafios das exportações e as estratégias para atrair novos investimentos ao setor.

Mercado de noz-pecã e estratégias de comercialização

A abertura técnica do encontro, marcada para o dia 12 na Fundação Casa das Artes, será dedicada a um diagnóstico profundo sobre preços e volumes negociados. Sob a mediação de Claiton Wallauer, presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), o painel pretende oferecer aos produtores ferramentas para interpretar a volatilidade do mercado. Segundo Wallauer, embora as cotações atuais não garantam retornos futuros, o acompanhamento rigoroso dos fluxos de produção é essencial para que o agricultor tome decisões seguras em um setor que exige planejamento de longo prazo.

O debate ganha relevância em um momento em que a noz-pecã busca consolidar seu espaço tanto no mercado interno quanto nas rotas de exportação. A análise de especialistas convidados permitirá aos participantes compreender melhor como a oferta e a demanda têm se comportado, oferecendo uma visão clara sobre a viabilidade econômica da cultura.

Expansão da cultura no Sul do Brasil

Além da visão macroeconômica, o evento dedicará um espaço significativo aos panoramas regionais. O engenheiro-agrônomo Luiz Antônio Palladini, pesquisador da Epagri, conduzirá a análise sobre o avanço da nogueira-pecã no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em Santa Catarina, por exemplo, a cultura já está presente em mais de 60 municípios, consolidando-se como uma alternativa estratégica de diversificação para pequenas propriedades rurais.

A pecanicultura tem atraído agricultores que buscam reduzir a dependência de monoculturas tradicionais. A crescente demanda pelo consumo in natura e a versatilidade do produto na indústria culinária impulsionam o interesse pela atividade, que exige suporte técnico especializado para garantir a produtividade e a qualidade exigidas pelos mercados mais exigentes.

Eficiência produtiva e integração da cadeia

O III ENAPecan estrutura sua programação em cinco eixos técnicos, que vão desde a eficiência no campo até a agregação de valor ao produto final. Além das palestras, o evento promove rodadas de negócios e uma tarde de campo na propriedade da família Pecantelli, permitindo que a teoria seja confrontada com a realidade prática da produção. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o IBPecan, Embrapa, Emater e a Prefeitura de Bento Gonçalves, com o apoio de instituições como o Sebrae e o Senac.

O compromisso do ConexRS é acompanhar de perto os desdobramentos deste encontro e as inovações que moldam o agronegócio brasileiro. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre as tendências, os desafios e as oportunidades que movem o setor produtivo em nossa região e no país.

Fonte: portaldoagronegocio.com.br