Lula ultrapassa Flávio Bolsonaro em 19 municípios gaúchos após virada no segundo turno

Lula ultrapassa Flávio Bolsonaro em 19 municípios gaúchos após virada no segundo turno

Rio Grande do Sul

Reeleito presidente neste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma virada expressiva sobre Flávio Bolsonaro (PL) em 19 municípios do Rio Grande do Sul. No primeiro turno da disputa eleitoral, o adversário havia obtido a preferência do eleitorado nessas localidades, cenário que se inverteu na etapa definitiva do pleito.

No contexto nacional, o fenômeno de reversão de votos ocorreu em 212 municípios espalhados por todo o território brasileiro. O estado gaúcho destacou-se como o quarto do país com o maior volume de cidades onde houve essa mudança de liderança entre o primeiro e o segundo turno, ficando atrás apenas de Minas Gerais, com 76 municípios, São Paulo, com 32, e Paraná, com 20.

Cidades gaúchas com mudança de cenário eleitoral

A virada do atual presidente no estado gaúcho abrangeu municípios de diferentes regiões e portes populacionais. Em Alegrete, por exemplo, o petista somou 43,96% dos votos válidos na primeira etapa, enquanto o adversário alcançou 47,60%. No segundo turno, o cenário mudou e o resultado fechou com 50,39% para Lula (PT) contra 49,61% do oposicionista.

Dinâmica semelhante foi observada na Região Metropolitana e no interior gaúcho. Em Alvorada, o índice inicial de 43,42% saltou para 51,91% no segundo turno. Em Bagé, a votação passou de 45,57% para 53,27%. Outros municípios como Barra do Quaraí, Cidreira, Esteio e Guaíba também integraram a lista de localidades onde a base de apoio do governo federal conseguiu reverter a desvantagem numérica registrada na abertura das urnas.

Comportamento do eleitorado em redutos do interior

A movimentação do eleitorado também transformou o panorama em cidades menores e polos regionais do estado. Em Jóia, Lajeado do Bugre e Rosário do Sul, a apuração demonstrou um estreitamento da margem de votos no primeiro turno que culminou na ultrapassagem no segundo. Em Rosário do Sul, o patamar inicial de 45,23% evoluiu para 50,65% na decisão final.

A tendência de recuperação repetiu-se em municípios da Fronteira Oeste e da Região Central. Em São Borja, a votação saltou de 46,21% para 52,23%. Casos parecidos ocorreram em São Jerônimo, São José das Missões, São José do Norte e São Pedro das Missões, onde a mobilização política nas semanas finais do pleito reconfigurou o mapa da votação regional.

Impacto metropolitano e consolidação da vitória

A reta final da campanha teve forte impacto em cidades populosas da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em Sapucaia do Sul, o índice inicial de 43,40% subiu para 51,70% no segundo turno. Municípios como São Sepé e Tunas também registraram margens apertadas que garantiram a vitória do candidato governista ao fim da apuração conduzida pelo g1.

Com essa movimentação no Rio Grande do Sul e em outras regiões do país, o processo eleitoral evidenciou a capacidade de recuperação de bases tradicionais e a polarização acirrada nas urnas até a definição do quarto mandato presidencial.