Escritora e. Jean Carroll recebe indenização de US$ 5,6 milhões após vitória judicial contra Trump

Diversos

A jornalista e escritora E. Jean Carroll recebeu, na segunda-feira (13.jul.2026), o montante de US$ 5,6 milhões, equivalente a cerca de R$ 28,5 milhões. O pagamento é resultado de uma condenação judicial por abuso sexual e difamação movida contra o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A quantia, que inclui o valor fixado pelo júri em 2023 acrescido de juros, estava retida em uma conta judicial até a conclusão dos trâmites legais.

A confirmação da transferência foi feita pela advogada de Carroll, Roberta Kaplan, na terça-feira (14.jul.2026). O desfecho ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos manter, em junho de 2026, a condenação na esfera cível, encerrando uma etapa crucial de um longo embate jurídico que se arrasta há anos nos tribunais norte-americanos.

Desdobramentos e resistência da defesa

A liberação dos recursos foi autorizada pelo juiz Lewis A. Kaplan, responsável pelo caso. A defesa de Donald Trump tentou, sem sucesso, bloquear o pagamento por meio de um pedido de emergência apresentado à Justiça. Apesar do revés, os advogados do presidente seguem buscando recursos para tentar reverter ou suspender a decisão, mantendo a estratégia de contestação judicial.

Documentos enviados ao tribunal indicam que não existem restrições quanto ao uso da verba por parte da escritora. Segundo as informações divulgadas, E. Jean Carroll planeja destinar o montante recebido para uma conta de aposentadoria, garantindo estabilidade financeira após o desfecho do processo.

Origem das acusações e o impacto da lei

O caso ganhou notoriedade pública em junho de 2019, quando E. Jean Carroll detalhou, em seu livro de memórias e em uma reportagem publicada pela New York Magazine, que teria sido vítima de abuso sexual cometido por Donald Trump. O episódio teria ocorrido em um provador da loja Bergdorf Goodman, em Nova York, entre o final de 1995 e o início de 1996.

Na época, o então empresário e figura pública negou veementemente as alegações, afirmando que não conhecia a escritora e que ela não faria o seu “tipo”. A virada jurídica ocorreu em novembro de 2022, quando Carroll acionou a Justiça com base na Adult Survivors Act, uma legislação do Estado de Nova York que permitiu, por um período determinado, que vítimas de crimes sexuais processassem seus agressores mesmo após o vencimento do prazo prescricional comum.

Vereditos e novos processos

Em maio de 2023, um júri federal determinou que Donald Trump era responsável por abuso sexual e difamação, embora tenha rejeitado a acusação específica de estupro. Na ocasião, a indenização foi fixada em US$ 5 milhões. A postura do presidente, que continuou negando os fatos publicamente, gerou novos desdobramentos.

Após uma entrevista à CNN na qual reiterou suas negações, Carroll abriu uma nova ação por difamação. Em janeiro de 2024, um segundo julgamento resultou em uma condenação adicional de US$ 83 milhões contra Trump, também por difamação. A defesa do presidente segue recorrendo de ambas as decisões, mantendo o caso sob constante atenção da opinião pública e dos meios de comunicação.

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Fonte: poder360.com.br