O mercado financeiro brasileiro registrou um movimento expressivo voltado ao desenvolvimento sustentável com a estreia do AMAB11, um fundo de índice (ETF) gerido pela BTG Asset que, em apenas dois meses de negociação na B3, alcançou a marca de R$ 66,27 milhões em patrimônio líquido. O ativo, que conta atualmente com 513 cotistas, destaca-se por ser o primeiro a receber a licença da iniciativa Amazônia Para Todos, uma parceria estratégica com o Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Lançado em agosto com o valor inicial de R$ 10 por cota, o fundo foi desenhado para oferecer aos investidores uma alternativa de exposição à renda fixa atrelada a empresas e projetos que operam na região da Amazônia Legal. A abrangência geográfica do índice inclui os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.
Composição da carteira e estratégia de renda fixa
Diferente de fundos de ações focados em preservação, o AMAB11 opera como um ETF de renda fixa. A estratégia principal consiste em replicar o Teva Amazônia Index, priorizando a alocação em debêntures. No momento de seu lançamento, cerca de 85% do patrimônio estava concentrado em títulos de dívida de 20 companhias com atuação relevante na região, complementados por 10% em títulos públicos e 5% em ativos denominados Amazon Bonds.
A carteira é diversificada entre setores fundamentais para a infraestrutura e o desenvolvimento regional, como energia, saneamento, telecomunicações, saúde e educação. O rebalanceamento dos ativos ocorre de forma trimestral, com a expectativa da gestora de ampliar gradualmente a participação dos Amazon Bonds conforme novos títulos desse segmento sejam emitidos no mercado.
Impacto e crescimento dos ETFs no Brasil
A parceria com o BID reforça o compromisso de canalizar capital privado para projetos de inclusão social, desenvolvimento econômico e preservação ambiental. O lançamento do AMAB11 ocorre em um momento de expansão acelerada dos fundos de índice no Brasil. Segundo dados da B3, a bolsa brasileira superou a marca de 200 ETFs listados em julho, consolidando o instrumento como uma ferramenta acessível para diversificação de portfólio.
O BTG Asset tem sido um dos principais motores desse crescimento. A instituição saltou de aproximadamente R$ 1 bilhão sob gestão em ETFs em dezembro de 2024 para R$ 20 bilhões em junho de 2026, com uma oferta que abrange mais de 30 produtos diferentes. O AMAB11 surge, portanto, como uma peça estratégica para unir a rentabilidade da renda fixa ao impacto socioambiental.
Custos e tributação para o investidor
Para o investidor pessoa física, o ETF apresenta uma estrutura tributária simplificada em comparação a fundos de renda fixa tradicionais. O produto não possui o mecanismo de come-cotas e está sujeito a uma alíquota de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital no momento da venda das cotas. A taxa de administração fixada é de 0,40% ao ano, mantendo a competitividade frente a outros produtos de renda fixa disponíveis na bolsa.
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Fonte: seudinheiro.com

