O governo de São Paulo, sob a liderança de Tarcísio de Freitas, anunciou a concessão de gratificações mensais a quatro servidores do Fundo Social de São Paulo. A decisão, publicada no Diário Oficial, inclui a subsecretária Raquel Berti, considerada uma aliada próxima da primeira-dama do estado, Cristiane Freitas.
Detalhes das gratificações concedidas
Raquel Berti, que ocupa o cargo de subsecretária do Fundo Social, receberá uma gratificação de R$ 8.869,70 mensais, somando-se ao seu salário de R$ 24.361,55, totalizando R$ 33.231,25 por mês. Além disso, Berti ganha R$ 10.366,63 por sua participação no conselho de administração da Companhia Paulista de Parcerias, conforme dados do Portal da Transparência do governo paulista.
Os outros servidores contemplados com as gratificações são Kelly Cristine Santos de Andrade, Luciano Teixeira Falcão e Ricardo Ribeiro de Souza, que receberão R$ 6.335,50, R$ 4.434,85 e R$ 4.434,85, respectivamente.
Justificativa do governo estadual
Em resposta às críticas, a gestão Tarcísio afirmou que a gratificação de representação está prevista na legislação estadual desde 1968. Após uma modernização administrativa, a concessão dessas gratificações passou a ser regulamentada por um decreto de 2025, sob a responsabilidade da Casa Civil. Segundo o governo, dos 80 funcionários do Fundo Social, 61 recebem o bônus, o que indica que não é um benefício exclusivo aos mencionados na reportagem.
“O decreto estabelece que a Gratificação de Representação pode ser concedida para atender a situações específicas, a critério de cada Secretário de Estado, do Procurador-Geral do Estado e dos dirigentes de autarquias, nos termos previstos na legislação”, afirmou a gestão estadual.
Repercussão e críticas
A decisão de conceder gratificações gerou debates sobre a transparência e o uso de recursos públicos. Críticos argumentam que a inclusão de uma aliada próxima da primeira-dama pode levantar suspeitas sobre favorecimento político. O governo, no entanto, defende a legalidade e a necessidade das gratificações para reconhecer e motivar o desempenho dos servidores.
Contexto político e social
O Fundo Social de São Paulo desempenha um papel crucial no apoio a programas sociais e na promoção de iniciativas de inclusão. A concessão de gratificações a seus servidores pode ser vista como um esforço para fortalecer essas atividades. No entanto, a transparência e a equidade na distribuição desses recursos são essenciais para manter a confiança pública.
O tema das gratificações em cargos públicos é recorrente no debate político brasileiro, frequentemente associado a discussões sobre eficiência administrativa e moralidade na gestão pública. As decisões do governo de São Paulo serão observadas de perto por analistas e pela sociedade civil.
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Fonte: redir.folha.com.br

