EUA abrem cota de importação para carne brasileira visando controle da inflação

EUA abrem cota de importação para carne brasileira visando controle da inflação

Geral

Estratégia americana para conter a inflação de alimentos

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, oficializou uma estratégia de mercado voltada ao combate da inflação de alimentos no país. Em pronunciamento recente na Casa Branca, o chefe do Executivo americano identificou o Brasil e a Argentina como parceiros estratégicos para ampliar a oferta interna de proteína animal, destacando a qualidade do produto brasileiro no cenário global.

A iniciativa consiste na abertura de uma cota temporária de 300 mil toneladas de carne bovina magra. O plano prevê a redução ou suspensão de tarifas de importação por um período de 90 dias, facilitando a entrada do produto estrangeiro para equilibrar os preços ao consumidor final norte-americano, que tem enfrentado alta nos custos de vida.

Logística e cronograma da operação comercial

Para garantir a fluidez do abastecimento, a cota de 300 mil toneladas será distribuída em três etapas distintas de 100 mil toneladas cada, compreendendo o período entre setembro e novembro. A expectativa das autoridades americanas é que a carne importada chegue às prateleiras com um valor até 25% inferior aos preços praticados atualmente no mercado interno dos Estados Unidos.

O movimento reforça a posição do Brasil como um dos principais players do agronegócio mundial. Entre janeiro e agosto deste ano, o país consolidou-se como o segundo maior fornecedor de carne bovina para os americanos, ficando atrás apenas da China, que mantém um perfil de demanda diferenciado em relação aos cortes e especificações técnicas.

Visão da indústria sobre o mercado externo

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) avalia a medida como uma oportunidade de expansão, embora mantenha cautela sobre os efeitos de longo prazo. A entidade ressalta que, embora o mercado americano seja relevante, ele não substitui a demanda chinesa, que busca produtos com características distintas e volumes expressivos.

Além disso, há uma preocupação no setor quanto à margem de lucro. Como a carne será comercializada a preços reduzidos para atender ao objetivo político de controle inflacionário, a rentabilidade da indústria pode ser impactada. Atualmente, o Brasil possui cerca de 50 plantas frigoríficas habilitadas para atender às exigências sanitárias e regulatórias dos Estados Unidos, garantindo capacidade produtiva para suprir a demanda imediata.

Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias que impactam o agronegócio e a economia global, continue acompanhando o Conexrs. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os temas que movem o Brasil e o mundo.

Fonte: canalrural.com.br