Ajuste nas cotas de importação norte-americanas
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) oficializou, na quinta-feira (23), a nova distribuição das cotas tarifárias para a importação de açúcar no ano fiscal de 2027. Para o Brasil, o cenário aponta para uma redução no volume de açúcar bruto de cana autorizado a entrar no mercado norte-americano com tarifas preferenciais.
O país terá direito a exportar 100 mil toneladas métricas em valor bruto (MTRV) durante o período, que compreende de 1º de outubro de 2026 a 30 de setembro de 2027. O montante representa uma queda significativa em comparação às 155,99 mil MTRV reservadas ao território brasileiro no ano fiscal de 2026, sinalizando um redirecionamento na política de compras do governo dos Estados Unidos.
Critérios e distribuição global do produto
A definição do volume total da cota tarifária, fixada em 1,117 milhão de MTRV, foi realizada pelo Serviço Agrícola Externo (FAS), vinculado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo o USTR, o montante total reflete o compromisso mínimo assumido pelos norte-americanos perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Do volume global, 1,061 milhão de MTRV foram distribuídos entre os países fornecedores, enquanto 55,99 mil MTRV permaneceram em reserva para alocação posterior. Além do Brasil, outros países mantêm participações relevantes no mercado americano, como a República Dominicana, com 189,34 mil MTRV, e as Filipinas, com 145,24 mil MTRV. A Argentina, vizinha do Brasil no Mercosul, obteve uma cota de 46,26 mil MTRV.
Impactos no mercado de açúcar refinado e derivados
Além do açúcar bruto, o governo dos Estados Unidos estabeleceu diretrizes para o açúcar refinado e produtos processados. Para o açúcar refinado, a cota foi fixada em 22 mil MTRV, com destinos principais voltados ao Canadá e México. Uma parcela de 7,09 mil MTRV será gerida pelo sistema de ordem de chegada, garantindo flexibilidade logística para o abastecimento interno.
No segmento de produtos que contêm açúcar, o limite tarifário foi estipulado em 64,71 mil toneladas métricas. O Canadá permanece como o principal parceiro nesta categoria, absorvendo 59,25 mil toneladas. As novas regras de importação entram em vigor a partir de 1º de outubro de 2026, data que marca o início do ciclo fiscal de 2027 para o setor sucroenergético global.
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Fonte: canalrural.com.br
