Ex-agente israelense teria participado da fuga de Flávio Bolsonaro

Ex-agente israelense teria participado da fuga de Flávio Bolsonaro

Política

As investigações sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após o término das eleições presidenciais apontam novos desdobramentos sobre a operação logística realizada na fronteira. De acordo com apurações veiculadas pelo programa Fantástico, da TV Globo, um ex-integrante do serviço de inteligência do governo de Israel teria atuado no apoio ao deslocamento do parlamentar.

A operação na fronteira e o suporte logístico

A reportagem indicou que o ex-agente do Mossad Menachem Booky Halevy estava a bordo de uma van que cruzou a divisa entre o Brasil e a Argentina apenas minutos antes da passagem do veículo que transportava o político e seus familiares. O advogado Roberto Jorge Alexandre, que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, também estaria no mesmo automóvel.

O motorista responsável pelo transporte, identificado como Neri Luiz Dala Corte, relatou ter sido contratado para conduzir dois homens até o aeroporto localizado em Puerto Iguazú. Ambas as vans utilizadas na movimentação pertencem à empresa brasileira Iguaçu Dallas Travel Turismo, conforme apontado pelas autoridades e pela apuração jornalística.

Abordagem da Polícia Federal e depoimento

Registros indicam que Menachem entrou no território brasileiro em 19 de outubro, cumprindo visitas anteriores ao longo do ano. Na quinta-feira (29), o estrangeiro foi interceptado pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um voo com destino a Bogotá, na Colômbia.

Após prestar esclarecimentos às autoridades brasileiras, o ex-agente adquiriu uma nova passagem aérea e conseguiu embarcar rumo aos Estados Unidos. A saída do senador do país ocorreu na madrugada de quarta-feira (28), quando atravessou para a Argentina e embarcou em um jato particular com destino a Miami.

Contexto jurídico e repercussão internacional

A viagem para o exterior aconteceu logo após o STF determinar o cancelamento dos passaportes do parlamentar e proibir sua saída do país, em decorrência de investigações sobre suposta lavagem de dinheiro. Veículos internacionais como o The New York Times e o The Wall Street Journal noticiaram que a aeronave utilizada no trajeto teria sido contratada por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não reconheceu o resultado das urnas que consagraram a vitória de Lula (PT) na disputa presidencial. Dias antes de deixar o território nacional, o senador foi intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento e divulgou cartas direcionadas a apoiadores, anunciando a intenção de liderar a oposição a partir do exterior.

Para mais detalhes sobre os desdobramentos desta investigação, acesse a cobertura completa da Folha de S.Paulo.