Datafolha aponta desafio de Flávio Bolsonaro para conquistar o voto feminino

Datafolha aponta desafio de Flávio Bolsonaro para conquistar o voto feminino

DESTAQUES Política

O cenário eleitoral e a resistência feminina

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira (24), trouxe à tona um obstáculo estratégico para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. Os dados revelam que o presidente Lula (PT) sustenta uma vantagem consolidada entre o eleitorado feminino, um segmento que tem se mostrado um desafio persistente para o parlamentar.

Em um cenário simulado de segundo turno, 50% das mulheres declaram intenção de voto no petista, enquanto 40% optam pelo nome do PL. A disparidade de dez pontos percentuais contrasta com o comportamento do eleitorado masculino, onde a disputa é acirrada: 45% preferem Lula e 46% apoiam Flávio Bolsonaro. A margem de erro para os recortes de gênero é de três pontos percentuais.

Rejeição e o peso do cenário político

Além da intenção de voto, o levantamento expõe um índice de rejeição que preocupa a cúpula da campanha bolsonarista. Atualmente, 50% das mulheres afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de forma alguma, índice superior aos 44% registrados para Lula. A rejeição geral do senador atinge 48%, enquanto a do atual presidente é de 46%.

Analistas políticos observam que episódios recentes, como a repercussão de declarações de aliados sobre o comportamento eleitoral feminino e tensões internas no núcleo familiar, podem ter impactado a percepção das eleitoras. Embora os números tenham oscilado dentro da margem de erro desde a pesquisa de maio, a distância entre os candidatos no segmento feminino permanece como um ponto de atenção crítica para o planejamento eleitoral do PL.

Estratégias de aproximação e o plano Brasil por Elas

Ciente de que a eleição pode ser decidida por uma margem estreita, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem buscado alternativas para reverter esse quadro. O senador elegeu a pauta feminina como um dos três pilares fundamentais de sua plataforma, ao lado da responsabilidade fiscal e do combate rigoroso à criminalidade.

A estratégia inclui duas frentes principais:

  • A priorização de uma mulher para compor a chapa como vice, sendo Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, o nome preferencial, embora enfrente resistência do Republicanos.
  • O lançamento do programa Brasil por Elas, que foca no incentivo ao empreendedorismo feminino como solução para as dificuldades econômicas enfrentadas por esse público.

O sucesso dessas iniciativas dependerá da capacidade da campanha em dialogar com as demandas específicas das mulheres, superando a barreira da rejeição atual. O cenário, que ainda é de pré-campanha, deve sofrer novas movimentações à medida que as alianças partidárias se consolidarem e os debates se intensificarem.

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Fonte: redir.folha.com.br