O senador Flávio Bolsonaro afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seu passaporte e que está proibido de deixar o país. A medida ocorre após o parlamentar ser derrotado na disputa presidencial, em um cenário de intensa movimentação política e jurídica em Brasília.
Segundo o relato divulgado na segunda-feira, a corporação cumpriu uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A ordem teve como base uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que havia sugerido publicamente que o senador deveria deixar o país caso saísse derrotado do pleito.
Determinação e abordagem policial
De acordo com o parlamentar, a abordagem da Polícia Federal aconteceu quando ele saía da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na capital federal. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo tribunal a mais de 27 anos de prisão em decorrência de investigações sobre os atos de 2022.
Em sua manifestação pública, o senador questionou os fundamentos da ordem e negou qualquer intenção de deixar o território nacional. A sua assessoria de imprensa informou que a determinação judicial para a entrega dos documentos de viagem deverá ser cumprida dentro do prazo estipulado de 24 horas.
Investigações e desdobramentos judiciais
Além da retenção do passaporte, o parlamentar enfrenta outros procedimentos no âmbito do judiciário. Ele é investigado em inquérito do tribunal que apura repasses ligados à produção de um filme e figura como alvo de apurações sobre suspeitas de movimentações financeiras atípicas envolvendo pessoas próximas.
As investigações correm sob supervisão das instâncias superiores da justiça brasileira, acompanhadas de perto por órgãos de controle e fiscalização. O cenário jurídico adiciona novos capítulos à atuação da família na política nacional após o encerramento do processo eleitoral.
Questionamento sobre o resultado eleitoral
Durante o pronunciamento, o senador também reiterou a intenção de sua base política de protocolar um pedido de cassação da chapa vencedora da eleição presidencial. A contestações jurídicas têm como foco a decisão que prorrogou o horário de votação em decorrência de problemas logísticos e climáticos registrados em diferentes regiões do país.
Dados oficiais apontam que uma parcela reduzida do total de votos foi computada no período adicional após o fechamento tradicional das urnas, gerando debates jurídicos sobre o impacto da medida no resultado final divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

