Oito legendas vão administrar 26 estados e o DF a partir de 2027

Oito legendas vão administrar 26 estados e o DF a partir de 2027

Política

O encerramento do segundo turno das eleições de 2026 consolidou de vez o novo desenho político e partidário do país. Com a definição dos governos estaduais em disputas decisivas, o mapa do poder executivo regional mostra uma forte concentração de forças políticas para o próximo mandato que se inicia em 2027.

A disputa eleitoral evidenciou a capacidade de mobilização de legendas tradicionais e novas frentes partidárias. Ao todo, o comando das 27 unidades da federação brasileira ficará restrito a apenas oito legendas, redesenhando a correlação de forças políticas nos estados e na capital federal.

Liderança nacional do PL e avanço nos estados

O PL garantiu a maior fatia de governelhos estaduais ao conquistar seis unidades federativas ao longo do processo eleitoral. A sigla manteve o fôlego alcançado na primeira etapa do pleito e assegurou o comando em importantes colégios eleitorais como Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

PSD e PP consolidam espaço regional

O PSD assegurou a segunda maior bancada de governadores, totalizando cinco estados sob sua gestão, incluindo Amazonas, Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Logo atrás, o PP firmou sua presença no comando executivo com quatro unidades federativas, vencendo disputas estratégicas no Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba.

Desempenho do PT e do Republicanos

O PT manteve sua base tradicional e garantiu quatro governos estaduais, todos na região Nordeste. A legenda assegurou a continuidade administrativa na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. No mesmo patamar de quatro estados, o Republicanos destacou-se ao vencer em praças fundamentais como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Espírito Santo.

PSDB, MDB e Podemos completam o mapa

As demais unidades da federação foram divididas entre três legendas. O PSDB ficou com duas administrações estaduais, referentes a Alagoas e Tocantins. Já o MDB e o Podemos asseguraram, respectivamente, o comando de Goiás e do Pará, completando o mosaico político que gerirá os estados brasileiros a partir do próximo ano.