Flávio Bolsonaro vai à missa na Catedral de Brasília após liberação de visitas ao pai pelo STF

Flávio Bolsonaro vai à missa na Catedral de Brasília após liberação de visitas ao pai pelo STF

Política

Cerimônia religiosa e agenda política

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, esteve presente na Catedral de Brasília nesta segunda-feira (12). A participação na missa ocorreu a convite do cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano da capital federal. O evento ocorre em um momento decisivo da campanha eleitoral, marcada pela polarização entre o candidato e seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A presença em um ato religioso ganha contornos específicos diante das recentes tensões envolvendo o eleitorado católico. No mês passado, o candidato precisou desmentir rumores de que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Na ocasião, Flávio Bolsonaro afirmou que integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teriam colaborado com a propagação do tema, alegação prontamente negada pela instituição, que reforçou sua neutralidade no processo eleitoral.

Retomada das visitas ao ex-presidente

Além da agenda pública, o ponto de maior repercussão da saída do candidato da Catedral foi a confirmação sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte autorizou a retomada das visitas de Flávio Bolsonaro ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime de prisão domiciliar devido a um quadro de pneumonia bacteriana.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após os eventos de 2022. Ao comentar a decisão judicial, o candidato do PL demonstrou alívio com a possibilidade de reencontro, embora tenha evitado detalhar o cronograma. “Estou feliz com a volta das visitas regulares, mas ainda vamos ser informados sobre o horário”, declarou aos jornalistas presentes.

Restrições judiciais e o futuro da campanha

Apesar da autorização, o cenário para os encontros familiares permanece sob vigilância rigorosa do Judiciário. As visitas haviam sido suspensas em julho, após a divulgação de uma carta assinada por Jair Bolsonaro em apoio à candidatura do filho, o que foi interpretado como uma violação das normas de isolamento político impostas ao ex-presidente.

Atualmente, Flávio Bolsonaro está proibido de utilizar os encontros para fins eleitorais. O STF mantém a vedação expressa à divulgação de manifestos, vídeos ou declarações de cunho político por parte do ex-presidente. Questionado sobre a possibilidade de buscar aconselhamento estratégico do pai durante o segundo turno, o candidato preferiu manter cautela, evitando aprofundar o assunto para não gerar novos atritos com a Justiça.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br