Ibovespa renova máxima histórica e investidores monitoram agenda econômica decisiva

Ibovespa renova máxima histórica e investidores monitoram agenda econômica decisiva

Economia

O mercado financeiro brasileiro inicia uma semana de expectativas elevadas após o Ibovespa registrar um marco histórico. Na última sexta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 209.066,90 pontos, consolidando uma valorização semanal de 8,82%, o maior salto registrado desde março de 2020. O dólar acompanhou o movimento de otimismo, encerrando o período cotado a R$ 4,9851, com uma queda acumulada de 0,44%.

O rali recente não foi impulsionado por um evento isolado, mas por uma mudança na percepção do mercado sobre a condução da política fiscal. Investidores passaram a apostar em uma agenda focada no ajuste das contas públicas a partir de 2027, o que gerou um impacto imediato na curva de juros futuros. Com a queda acentuada nos vértices médios e longos, o mercado precifica agora uma probabilidade superior a 90% de cortes de 0,25 ponto percentual na Selic nos meses de novembro e dezembro.

Impacto nos setores sensíveis ao consumo

A sinalização de juros mais baixos no horizonte trouxe um alívio imediato para empresas que dependem fortemente do crédito e do consumo das famílias. Esse cenário de otimismo refletiu-se nos papéis de companhias como Magazine Luiza (MGLU3), que liderou os ganhos com alta de 60,58%, seguida por Vamos (VAMO3), com 44,73%, e Smart Fit (SMFT3), com 43,96%. Em contrapartida, o setor de commodities sentiu pressão, com quedas registradas em ações como Embraer (EMBJ3), que recuou 9,20%, e Vale (VALE3), com baixa de 5,83%.

Indicadores de atividade e inflação no radar

Após o feriado desta segunda-feira (12), a agenda econômica brasileira ganha tração a partir de terça-feira (13). O mercado volta suas atenções para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PM’s) na quarta-feira (14), seguida pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) na quinta-feira (15) e pelo IBC-Br, o índice de atividade econômica do Banco Central, na sexta-feira (16). Embora as projeções do Bradesco indiquem resultados positivos, a expectativa é que esses dados não alterem o cenário de desaceleração econômica, mantendo o PIB do terceiro trimestre próximo da estabilidade.

A inflação permanece como um ponto de atenção crítica. O IPCA, que subiu 0,82% em setembro, acumula alta de 4,58% em 12 meses, superando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central. O comportamento dos preços, monitorado também pelo IPC-S da FGV na sexta-feira, será determinante para as próximas decisões de política monetária.

Disputa eleitoral e cenário internacional

Além dos indicadores técnicos, o ambiente político ganha destaque com a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto. Os levantamentos da Quaest e do Datafolha trarão o termômetro da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), fatores que costumam gerar volatilidade nos ativos de risco. No exterior, o foco recai sobre os dados de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que influenciarão as decisões do Federal Reserve. A política de juros do Fed segue sendo o principal balizador global, com o mercado atento aos rendimentos dos Treasurys.

O ConexRS segue acompanhando de perto cada desdobramento da economia nacional e internacional para levar até você uma análise precisa e contextualizada. Continue conosco para entender como as decisões políticas e os indicadores econômicos moldam o seu patrimônio e o futuro do mercado financeiro.

Fonte: seudinheiro.com