O senador Flávio Bolsonaro declarou-se “presidente eleito” do Brasil após deixar o território brasileiro em direção aos Estados Unidos, de acordo com comunicado divulgado por seus aliados políticos e atribuído ao candidato do PL derrotado por Lula (PT) nas urnas no último domingo (25).
A mensagem foi distribuída por apoiadores da família no exterior, incluindo figuras públicas como o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula, gerando repercussão imediata nos cenários político e institucional brasileiro.
Repercussão internacional e acusações sem provas
No texto da carta, o parlamentar afirma que pretende comandar a oposição a partir de solo norte-americano e reitera alegações infundadas sobre supostas fraudes no pleito eleitoral brasileiro. Além disso, o comunicado direciona críticas severas ao STF e expressa gratidão ao presidente americano, Donald Trump, pelo acolhimento de sua família no país.
A viagem ocorreu após Determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou a entrega dos passaportes do senador no âmbito de investigações sobre suposta lavagem de dinheiro. A defesa do parlamentar sustenta que ele nega quaisquer irregularidades apontadas nas apurações em curso.
Desdobramentos e mudança de postura política
A nova declaração representa uma guinada em relação aos movimentos anteriores da campanha e surpreendeu interlocutores políticos próximos. Na véspera da viagem, o senador havia indicado publicamente que não contestaria os resultados eleitorais e que permaneceria no país para enfrentar os desdobramentos jurídicos.
Aliados moderados relataram surpresa com a saída repentina para Miami, realizada após deslocamento terrestre até a Argentina e um voo privado com escala no Equador, contrariando as conversas mantidas nos bastidores da cúpula partidária.

