A empresa de soluções agrícolas Fortgreen anunciou o financiamento da reciclagem de mais de 1,6 mil toneladas de resíduos, referentes aos anos-base de 2024 e 2025. A iniciativa, realizada em parceria com a eureciclo, abrange operações em 23 estados brasileiros e visa compensar 100% da massa de embalagens que a companhia insere no mercado nacional.
O modelo adotado baseia-se na compensação por massa equivalente. Isso significa que, em vez de recolher fisicamente as mesmas embalagens que vende, a empresa financia a recuperação de um volume equivalente de materiais através de centrais de triagem parceiras. O projeto não apenas impulsiona a economia circular, mas também gera impacto direto na renda de trabalhadores da base da cadeia de reciclagem.
Impacto social e ambiental na cadeia produtiva
Além do volume de resíduos processados, a parceria resultou no repasse de mais de R$ 46 mil a 32 organizações de catadores. Esses recursos são fundamentais para remunerar o trabalho de coleta, separação e encaminhamento dos materiais, fortalecendo a infraestrutura de cooperativas em diversas regiões do país. Segundo a eureciclo, a entrada de empresas do agronegócio no sistema de compensação amplia significativamente os recursos disponíveis para o setor.
Do ponto de vista ambiental, o balanço das empresas indica que a operação evitou a emissão de aproximadamente 3.254 toneladas de dióxido de carbono. Esse dado reforça a importância da logística reversa como ferramenta de mitigação de impactos climáticos, alinhando a produção industrial às metas globais de descarbonização.
Estratégia de sustentabilidade e competitividade
Para a Fortgreen, que atua com nutrição vegetal e tecnologias de aplicação, a gestão de resíduos é um pilar central de sua estratégia socioambiental. O diretor de Operações, Derick Bruno, destaca que a compensação de embalagens complementa outras ações, como o uso de energia com certificação I-REC, consolidando uma atuação contínua em sustentabilidade.
A adoção dessas práticas também atende a exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e de normas estaduais específicas. Mais do que uma obrigação legal, a empresa enxerga a certificação como um diferencial competitivo. Em um mercado global cada vez mais atento a critérios ESG, o selo de logística reversa facilita negociações com compradores e canais de exportação que priorizam fornecedores com transparência na destinação de resíduos.
O compromisso da Fortgreen reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: a profissionalização da gestão ambiental como parte integrante da rotina de negócios. Ao conectar a produção agrícola à rede de reciclagem, a empresa busca não apenas cumprir metas, mas posicionar sua marca em um patamar de maior responsabilidade socioambiental.
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Fonte: portaldoagronegocio.com.br

