Festival europeu de culinária Chefs on Fire prepara desembarque em São Paulo

Festival europeu de culinária Chefs on Fire prepara desembarque em São Paulo

Economia

O fogo, elemento ancestral que moldou a gastronomia humana, assume o protagonismo absoluto em um dos eventos mais celebrados da Europa. O Chefs on Fire, festival que transformou a técnica de cozinhar exclusivamente sobre brasas e fumaça em uma experiência cultural de grande escala, prepara sua expansão para o Brasil. A organização do evento, gerida pela empresa LOHAD, confirmou que São Paulo é o próximo destino estratégico da marca, com previsão de estreia em 2027.

A notícia chega em um momento de consolidação do festival, que realiza neste fim de semana, dias 19 e 20 de setembro, sua 8ª edição no Parque Marechal Carmona, em Cascais, Portugal. O evento tornou-se uma referência ao reunir 33 chefs de renome internacional, que juntos acumulam 24 Sóis do Guia Repsol e 13 Estrelas Michelin. A proposta vai além da degustação: trata-se de uma imersão onde o público observa o controle das chamas e a manipulação técnica dos ingredientes em tempo real.

Protagonismo brasileiro nas brasas europeias

A edição atual em Portugal destaca uma presença brasileira recorde, marcada por uma forte representatividade feminina. Seis chefs nascidos no Brasil e radicados em solo português integram o elenco principal: Lizandra Almeida, Fagner Buzinhani, Angélica Salvador, Nelson Soares, Michele Marques e Nathalie Inês. A diversidade de suas criações reflete a fusão entre a técnica rústica do fogo e a sofisticação da gastronomia contemporânea.

No sábado (19), Lizandra Almeida apresenta um cupim com abóbora na brasa, enquanto o domingo (20) reserva criações como a costela de boi em fogo de chão de Angélica Salvador — chef que conquistou sua primeira Estrela Michelin em 2026. A programação também inclui a fusão cultural de Fagner Buzinhani com seu sanduíche de sardinha grelhada e a releitura de ingredientes inusitados, como os corações de galinha preparados por Michele Marques.

A estrutura e a filosofia do evento

Idealizado pelo empresário Gonçalo Castel-Branco em 2018, o festival evoluiu de um encontro informal entre amigos para um modelo de negócio internacional. A logística é um dos pilares do sucesso: os cozinheiros operam em sete estruturas de fogo com tamanhos variados, que chegam a oito metros de diâmetro. O evento prioriza a sustentabilidade e o aproveitamento integral dos alimentos, conceitos debatidos na Fire School, um espaço educativo onde especialistas compartilham conhecimentos sobre a escolha da madeira e o controle térmico.

A expansão para São Paulo segue uma trajetória de crescimento que já incluiu cidades portuguesas como Aveiro e Almada, além de uma incursão bem-sucedida em Madrid, na Espanha. Embora os detalhes sobre o local e a data exata da edição brasileira permaneçam em sigilo, a expectativa é que o festival mantenha o formato original, unindo gastronomia de alta qualidade, música ao vivo e atividades educativas.

Experiência gastronômica e acesso

Para o público que acompanha o festival em Cascais, a experiência é segmentada por níveis de acesso. O ingresso simples, de €50, garante a entrada e o acesso aos shows. Para os entusiastas da gastronomia que desejam explorar os pratos, existem pacotes que incluem degustações e bebidas, chegando a €200 para o passe de dois dias. A iniciativa reforça a tendência global de festivais que valorizam a origem dos ingredientes e a transparência no preparo.

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Fonte: seudinheiro.com