Ibovespa engata quarta queda consecutiva e dólar sobe com cautela nos mercados

Ibovespa engata quarta queda consecutiva e dólar sobe com cautela nos mercados

Economia

Desde o segundo turno das eleições 2026, que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa não para de registrar perdas expressivas. Depois de um recuo expressivo na véspera, o principal índice da bolsa brasileira teve espaço para ceder mais um pouco nesta quinta-feira (29), fechando em baixa de 1,06%, aos 169.186 pontos.

Trata-se da quarta queda consecutiva do indicador financeiro, agora pressionado por expectativas de juros mais altos no futuro e pela espera de sinalizações concretas sobre o plano econômico do governo Lula 4. Nem mesmo a repercussão positiva em torno de nomes cotados para a equipe econômica conseguiu reverter o humor dos investidores durante a sessão.

Pressão fiscal e expectativa em Brasília

No cenário nacional, o mercado financeiro monitora atentamente os desdobramentos políticos em busca de diretrizes fiscais mais claras para o próximo mandato presidencial. A expectativa por novos rumos na economia dita o ritmo dos negócios na B3 e gera volatilidade nos ativos locais.

Mesmo com a repercussão de que Rafael Fonteles, governador eleito do Piauí, pode ser convidado para o Ministério da Fazenda, os negócios seguiram sob forte pressão vendedora. Fonteles é visto com bons olhos por agentes financeiros, mas o ambiente macroeconômico adverso prevaleceu.

No câmbio, o dólar à vista encerrou as negociações cotado a R$ 5,3878, refletindo uma alta de 0,89% em meio à busca por proteção por parte dos agentes de mercado.

Destaques positivos e negativos na B3

Entre os ativos que compõem o índice, a ponta positiva foi liderada pelas ações da Gerdau, que passaram por revisões otimistas de grandes bancos. Os papéis fecharam em alta de 5,69%, negociados a R$ 25,46, impulsionados por elevação de recomendação institucional.

Na contramão, a ponta negativa teve destaque para a Minerva, com queda de 6,92%, cotada a R$ 2,69, pressionada pelo estresse da curva de juros futuros e pela alta nos preços do boi gordo. Já as ações da Vale recuaram 2,17%, a R$ 60,05, descolando-se do avanço do minério de ferro na China enquanto o mercado aguardava a divulgação de resultados corporativos.

Mercados internacionais no vermelho

Fora do Brasil, as bolsas norte-americanas também foram tingidas de vermelho, estendendo as perdas da véspera em meio à temporada de balanços nos Estados Unidos. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,25%, o S&P 500 caiu 0,30% e o Nasdaq recuou 1,38%.

As ações da Alphabet, controladora do Google, despencaram 12,64% após a divulgação do balanço trimestral da companhia, que apontou queima de caixa e lucro abaixo das projeções dos analistas internacionais.