A holding J&F concluiu com sucesso o desembolso de um empréstimo sindicalizado no valor de US$ 1,32 bilhão. A operação financeira, que envolveu um consórcio internacional de instituições bancárias, marca um passo importante na estratégia da companhia para o alongamento do seu perfil de endividamento, sem elevar o nível de alavancagem do grupo.
Estrutura da operação e participação bancária
A estruturação do crédito foi conduzida pelo BTG Pactual, Citibank e Crédit Agricole Corporate and Investment Bank, que atuaram como coordenadores e principais credores. O sucesso da captação foi evidenciado pela alta demanda do mercado, que permitiu compromissos adicionais de US$ 420 milhões além do montante inicialmente previsto.
Além dos líderes da operação, o sindicato de bancos incluiu instituições de peso global, como First Abu Dhabi Bank, Abu Dhabi Commercial Bank, Industrial and Commercial Bank of China, Bank of China (Hong Kong), Société Générale, Sumitomo Mitsui Trust Bank e Haitong Bank. A diversificação dos credores reflete a confiança do mercado internacional na solidez do conglomerado.
Condições financeiras e garantias
O contrato estabelece uma taxa de juros atrelada à SOFR (Secured Overnight Financing Rate) acrescida de 2,60% ao ano. O cronograma de pagamento prevê um prazo total de cinco anos, contando com um período de carência de três anos para o início da amortização do principal.
Para assegurar a operação, a J&F utilizou como garantias ativos de suas principais subsidiárias. Estão vinculadas ao contrato a Eldorado Brasil Celulose, a Flora Produtos de Higiene e Limpeza e a LHG Mining, garantindo robustez jurídica ao empréstimo.
Reestruturação e novos rumos do grupo
Esta movimentação financeira ocorre em um momento de transformação profunda para a companhia. Em fevereiro, o grupo anunciou uma reestruturação interna que marcou a transição de uma holding de investimentos para um conglomerado industrial focado em eficiência operacional.
O processo de reorganização, que incluiu a mudança de nome de J&F Investimentos para apenas J&F, está apoiado em três frentes estratégicas: o fortalecimento das estruturas de governança corporativa, a integração da gestão financeira e a incorporação dos negócios que são integralmente controlados pelo grupo. A estratégia de alongamento da dívida é, portanto, um componente central para sustentar esse novo modelo de gestão a longo prazo.
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Fonte: canalrural.com.br
