Justiça autoriza aporte de R$ 150 milhões ao Vasco e define data para leilão da SAF

Justiça autoriza aporte de R$ 150 milhões ao Vasco e define data para leilão da SAF

Esporte

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama a contrair um empréstimo de até R$ 150 milhões junto à Almirante Participações, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia. A medida, que visa sanar o fluxo de caixa do clube, é vista como um passo estratégico para a estabilização financeira da instituição diante dos desafios orçamentários projetados para os próximos anos.

Além da injeção de capital, a decisão judicial estabeleceu um marco importante para o futuro do futebol cruzmaltino: a data de 25 de setembro de 2026 para a apresentação de propostas visando a aquisição de 90% das ações da nova estrutura da SAF. O processo busca redefinir o controle operacional do futebol, consolidando um novo capítulo administrativo para o clube carioca.

Regras para a liberação do crédito e fiscalização

O montante de R$ 150 milhões não será disponibilizado integralmente de uma única vez. Segundo a decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio, a liberação ocorrerá de forma gradual, condicionada às necessidades operacionais do Vasco e sob um rigoroso esquema de fiscalização conduzido por auditores nomeados pelo Poder Judiciário.

A necessidade do recurso tornou-se evidente após análises financeiras indicarem um possível déficit de R$ 200 milhões até o encerramento de 2026. A Justiça também revisou a aplicação de empréstimos anteriores, confirmando que 61,8% dos valores foram destinados ao pagamento de salários, prêmios e credores, além de validar a regularidade financeira na contratação do atacante Facundo Colídio.

O modelo de venda e o papel da Almirante Participações

O processo de venda das ações, tecnicamente denominado no processo como UPI Equity, contará com a Almirante Participações na posição de stalking horse. Na prática, isso confere à empresa o direito de cobrir a melhor oferta que for apresentada por eventuais concorrentes durante a audiência pública, que ocorrerá às 14h do dia 25 de setembro de 2026.

Este movimento ocorre após um acordo amigável firmado entre o Vasco e a 777 Carioca em procedimento arbitral. Com a resolução, a empresa retirou a oposição à criação da nova SAF e à transferência do controle do futebol, facilitando a transição para um novo modelo de gestão.

Exigências para os futuros investidores

Para assegurar a sustentabilidade do clube e proteger os credores, a Justiça impôs condições severas aos interessados em assumir a SAF. Entre as exigências, destaca-se a necessidade de um depósito de R$ 27 milhões a título de caução, destinado a cobrir custos de supervisão do processo, além da apresentação de garantias bancárias que cubram a totalidade das dívidas renegociadas.

O edital também prevê uma cláusula de retenção, conhecida como arras, que penaliza o vencedor caso haja desistência do negócio por decisão própria. O futuro gestor terá, ainda, a responsabilidade de prestar suporte financeiro à associação do Club de Regatas Vasco da Gama, garantindo que os compromissos da entidade sejam honrados. Para mais informações sobre este e outros desdobramentos do cenário esportivo e econômico, continue acompanhando o Conexrs, seu portal de referência em notícias com credibilidade e contexto.

Fonte: noticiasaominuto.com.br