Os livros que marcaram a rotina de grandes executivas e lideranças

Os livros que marcaram a rotina de grandes executivas e lideranças

Marca

Há leituras que terminam na última página e outras que ecoam muito depois do ponto final. Nas entrelinhas, encontramos questionamentos que ainda não sabíamos formular, ideias que desafiam certezas e novas maneiras de enxergar o mundo corporativo e a nós mesmos. Para quem lidera grandes organizações, essas descobertas ganham novos significados, inspirando escolhas, moldando relações e apontando caminhos possíveis em meio a cenários de constantes incertezas.

A pedido de Women to Watch, lideranças de marcas como Coca-Cola, Amazon, Audible, WMcCann e BETC Havas compartilharam as obras que provocaram reflexões profundas sobre carreira, gestão e vida pessoal ao longo do ano. As indicações revelam preferências que vão desde biografias inspiradoras e manuais de negócios até relatos de aventuras extremas e ensaios sobre desenvolvimento humano.

Desenvolvimento humano e relações intergeracionais na gestão moderna

A diretora-geral da Audible no Brasil, Adriana Alcântara, destacou a obra “10 to 25”, de David Yeager. A executiva apontou que o livro gerou reflexões importantes sobre empatia e a evolução dos modelos tradicionais de liderança. O texto aborda a necessidade de compreender as motivações da juventude e criar pontes eficientes entre diferentes gerações no ambiente corporativo.

Segundo a gestora, a leitura ajuda a calibrar a forma como os feedbacks são aplicados no dia a dia dos negócios. Em vez de impor certezas absolutas, o desafio consiste em manter uma postura de mentoria genuína, oferecendo suporte e espaço seguro para o crescimento de talentos em qualquer idade.

Coragem e resiliência diante das incertezas do mercado

Para Camila Nakagawa, CEO e copresidente da BETC Havas, o livro escolhido foi “Bom Dia, Inverno”, de Tamara Klink. A obra relata a experiência de passar os meses mais frios sozinha no Ártico, mas transcende o gênero de aventura para se transformar em um ensaio sobre coragem, disciplina e tomada de decisões sob pressão.

A executiva destacou a forte conexão entre o relato de sobrevivência e os desafios cotidianos do mundo corporativo. Lidar com mudanças repentinas exige compreender que nem sempre é possível controlar os acontecimentos externos, mas cabe a cada líder decidir a forma correta de reagir e se preparar para os cenários mais complexos.

Autonomia e o impacto positivo dos líderes multiplicadores

Ingrid Spyker, CEO e cofundadora da Creators Brand, indicou “Multiplicadores: Como os bons líderes valorizam você”, de Liz Wiseman e Greg McKeown. A publicação estimula uma análise crítica sobre como a gestão pode tanto expandir quanto restringir a capacidade criativa das equipes ao redor.

A mensagem central da obra reforça que liderar não significa concentrar todas as decisões nas mãos de uma única pessoa, mas sim criar condições para que os colaboradores pensem de forma autônoma. O modelo valoriza a escuta ativa, o estímulo ao potencial humano e a construção de relações baseadas na confiança mútua.

Perspectivas femininas e o equilíbrio entre carreira e vida pessoal

As escolhas literárias das principais executivas do país demonstram que o papel da liderança passou por transformações profundas. Liderar deixou de ser apenas uma questão de acumular metas e indicadores financeiros para abraçar a escuta atenta, o aprendizado contínuo com as diferenças e a abertura de caminhos para novas gerações de profissionais.

Essas referências mostram que os livros funcionam como ferramentas de autoconhecimento e estratégia. Ao compartilharem suas preferências de leitura, as executivas oferecem um panorama valioso sobre como combinam desempenho corporativo e sensibilidade humana na condução de seus negócios.