Lula e Flávio Bolsonaro registram empate técnico em simulação de segundo turno

Lula e Flávio Bolsonaro registram empate técnico em simulação de segundo turno

Política

Cenário eleitoral aponta disputa acirrada para 2026

A corrida pelo Palácio do Planalto em 2026 ganha contornos de alta competitividade. De acordo com a pesquisa mais recente realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7), o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados em 41% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento, que reflete o atual momento do debate político nacional, reforça a polarização que marca o cenário eleitoral brasileiro.

A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-01720/2026, ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país. O período de coleta de dados ocorreu entre quinta-feira (3) e domingo (6). Com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%, o resultado coloca os dois principais nomes do pleito em uma situação de paridade técnica, um movimento que tem sido observado em rodadas anteriores do levantamento.

Primeiro turno e a fragmentação dos votos

No cenário de primeiro turno, o presidente Lula, do PT, lidera com 36% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, representante do PL, aparece com 29%. O quadro apresenta estabilidade em comparação à rodada anterior, publicada em 2 de setembro, na qual o atual mandatário registrava 37% e o parlamentar, 30%.

A disputa conta ainda com outros nomes que buscam espaço na preferência do eleitorado. O escritor Augusto Cury, do Avante, figura na terceira posição com 8%. Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 2%, e Samara Martins (UP), com 1%. O índice de indecisos soma 10%, enquanto 8% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.

O impacto das candidaturas e o caso Pablo Marçal

Um ponto de atenção na análise eleitoral é a situação do influenciador Pablo Marçal (PRTB). Apesar de estar inelegível até 2032, o empresário obteve uma liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo que permitiu sua filiação e o registro de candidatura. No entanto, o TSE deve julgar o mérito do pedido, e a expectativa nos bastidores da corte é de que a candidatura seja indeferida, dado que o tribunal já restringiu o acesso de Marçal ao fundo eleitoral e a espaços de propaganda gratuita.

Nas simulações de primeiro turno, a inclusão do nome de Pablo Marçal não altera significativamente o desempenho dos demais candidatos. O percentual de Flávio Bolsonaro permanece em 29%, e a variação observada nos indecisos — que caem de 10% para 9% — equivale exatamente ao 1% atribuído ao influenciador. Outros nomes, como Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Brandão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU), não pontuaram nesta rodada.

Estabilidade e perspectivas para o pleito

O histórico recente do levantamento Quaest demonstra que a disputa tem se mantido em um patamar de equilíbrio. Em 14 de agosto, Lula e Flávio Bolsonaro também apareciam em empate técnico, com 43% e 40%, respectivamente. A campanha petista, inclusive, já reconheceu publicamente a dificuldade do embate contra o senador do PL, sinalizando que a estratégia para os próximos meses deve ser intensificada.

O Conexrs segue acompanhando de perto os desdobramentos da corrida eleitoral e as movimentações dos partidos em direção a 2026. Para se manter informado sobre os bastidores da política nacional, as decisões do Judiciário e as análises sobre o impacto das pesquisas na economia e na sociedade, continue acessando nosso portal. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística precisa, contextualizada e independente.

Fonte: redir.folha.com.br