Um caso registrado em Porto Alegre mobilizou autoridades policiais e gerou forte repercussão após uma empresária de 30 anos relatar que um homem desconhecido invadiu a frequência de um walkie-talkie de brinquedo para se comunicar com sua filha de 4 anos. O episódio ocorreu durante a noite e acendeu um alerta sobre a segurança de dispositivos eletrônicos voltados para o público infantil e a vulnerabilidade de transmissão de sinal acurto alcance.
Segundo o relato da mãe, o equipamento estava sobre a mesa da sala quando começou a emitir ruídos incomuns, como chiados e bipes. O que parecia ser apenas uma falha técnica evoluiu rapidamente para uma interação verbal direta. A mulher percebeu a emissão de voz humana e decidiu pegar o aparelho para escutar o teor da conversa que se desenvolvia no canal de rádio.
Interação assustadora e o uso de codinome
Ao se aproximar do dispositivo, a empresária ouviu um homem adulto questionar com quem o interlocutor estaria falando, momento em que uma criança respondeu chamando de papai. Em seguida, a voz masculina identificou-se de maneira intimidatória como sendo o lobo cinzento. Diante da situação atípica e da abordagem direcionada à menor, a mãe interveio na comunicação.
A resposta obtida aumentou o clima de tensão dentro da residência. De acordo com o depoimento prestado às autoridades, o homem afirmou diretamente que o lobo cinzento iria pegar a criança. A situação foi integralmente registrada em vídeo pela família, material que agora subsidia as investigações conduzidas pela Polícia Civil do estado.
Alcance limitado e o temor de proximidade
O modelo do equipamento envolvido no incidente é o Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, fabricado e comercializado pela Candide Brinquedos. Um dos pontos que mais geraram pânico na família foi a especificação técnica descrita no manual do produto, que aponta um alcance máximo de 500 metros para a comunicação por rádio frequência entre os aparelhos.
Essa limitação de distância levou a mãe a deduzir que a transmissão irregular pode ter partido de alguém nas imediações imediatas, como vizinhos de condomínio, moradores de prédios próximos ou pessoas circulando na redondeza. Além disso, a família relatou a estranheza de o brinquedo capturar áudio ambiente mesmo quando, segundo a percepção inicial, estaria inativo ou sem botões de transmissão acionados.
Investigação policial e repercussão social
O caso foi formalmente registrado por meio de um boletim de ocorrência na delegacia responsável. A investigação foi direcionada para a 12ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, que agora busca apurar a origem do sinal e identificar o autor da ameaça proferida contra a menor de idade.
Especialistas em segurança e órgãos de proteção apontam que menções a figuras intimidadoras exigem apuração rigorosa para afastar riscos reais de violência. O impacto emocional sobre a vítima também foi imediato, com relatos de medo e alterações na rotina diária da criança após o episódio de invasão de sinal.
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Fonte: g1.globo.com

