O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou categoricamente neste sábado (31) que o governo americano tenha auxiliado na saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva realizada em Atlanta, no contexto de reuniões preparatórias para a cúpula do G20.
De acordo com o chefe da diplomacia americana, as autoridades dos Estados Unidos não participaram de nenhuma tratativa logística para a viagem do parlamentar, que desembarcou em Miami na última quarta-feira. A movimentação internacional gerou forte repercussão diplomática e política, atraindo a atenção da imprensa global e levantando debates sobre as relações bilaterais.
A posição oficial do governo americano
Durante o encontro com jornalistas, Marco Rubio detalhou que Washington tomou conhecimento prévio sobre a chegada iminente do senador brasileiro. Segundo o secretário, como Flávio Bolsonaro já possuía documentação válida, o presidente Donald Trump optou por autorizar o seu ingresso em território norte-americano, seguindo os protocolos migratórios habituais.
No entanto, Rubio fez questao de pontuar que o aparato estatal dos Estados Unidos manteve-se à margem de qualquer planejamento externo. “Nao facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele”, afirmou o secretário durante o pronunciamento oficial.
O representante do governo norte-americano reiterou que a administração federal não teve qualquer participação direta nos preparativos logísticos adotados pelo político. Ainda assim, confirmou que a diretriz emitida por Donald Trump foi clara ao assegurar que o acesso ao país não seria barrado caso o senador brasileiro decidisse se deslocar para o território norte-americano.
Repercussão na imprensa internacional e articulações
A viagem do senador ganhou destaque em importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos, como o jornal The New York Times e o periódico The Wall Street Journal. As publicações estrangeiras trouxeram à tona detalhes sobre os bastidores da viagem após a derrota sofrida no pleito presidencial brasileiro.
Conforme os jornais americanos, o estrategista político Jason Miller, que atua como assessor de comunicação de Donald Trump e mantém proximidade com a família Bolsonaro, teria prestado auxílio na organização da aeronave particular utilizada no translado internacional. As revelações alimentaram discussões públicas sobre o grau de influência de aliados da atual gestão dos Estados Unidos em episódios envolvendo figuras políticas estrangeiras.

