Cmos enfrentam desafio de proteger o valor das marcas na era da inteligência artificial

Cmos enfrentam desafio de proteger o valor das marcas na era da inteligência artificial

Marca

A ascensão da inteligência artificial transformou radicalmente a jornada de consumo, colocando os diretores de marketing (CMOs) diante de uma nova fronteira estratégica. Com algoritmos mediando entre 45% e 55% das decisões de compra atuais, a construção de marca deixou de ser apenas um exercício de comunicação para se tornar uma batalha pela visibilidade e relevância dentro dos sistemas automatizados.

O cenário é detalhado no estudo Brand Renaissance: The Role of Brand in the age of AI, realizado pela Interbrand em parceria com a Paradigm Sample. A pesquisa, que analisou mais de 5,5 mil avaliações de consumidores em cinco mercados globais, incluindo o Brasil, aponta que a tecnologia tem sido utilizada majoritariamente para ganho de produtividade, muitas vezes em detrimento da construção de valor a longo prazo.

A necessidade de centralizar a marca nas operações

O relatório sugere que a alta gestão das empresas precisa reconhecer a marca como um ativo central, e não apenas como uma responsabilidade isolada do setor de marketing. A recomendação é que indicadores de desempenho relacionados ao papel da marca sejam integrados aos KPIs e aos bônus de performance dos executivos, forçando uma mudança cultural que ultrapasse as fronteiras dos departamentos tradicionais.

Para Daniella Bianchi, CEO da Interbrand Brasil, o desafio reside em educar as organizações sobre a potência dos ativos intangíveis. Segundo a executiva, é fundamental que as empresas compreendam como a marca deve ser construída para se manter competitiva. Dados do estudo reforçam essa visão, indicando que companhias com um papel de marca superior a 40% apresentam um crescimento de receita proporcionalmente maior, consolidando sua participação de mercado.

Estratégias para se destacar frente aos algoritmos

A inteligência artificial não atua de forma neutra; os sistemas tendem a favorecer marcas que já possuem uma construção de preferência sólida. Para que uma marca não seja invisibilizada por agentes de IA, os CMOs precisam simplificar seus atributos, tornando-os claros e facilmente reconhecíveis pelas ferramentas generativas. Essa clareza é o que permite que a tecnologia identifique e priorize a marca em meio a uma vasta oferta de produtos.

A diferenciação autêntica continua sendo o diferencial decisivo. Produtos que entregam experiências superiores e valores consistentes mantêm sua vantagem competitiva, uma vez que a IA não elimina o peso da experiência humana na tomada de decisão final. O sucesso, portanto, depende da capacidade de traduzir a essência da marca em dados que os algoritmos consigam processar e valorizar.

Acompanhar as mudanças nas dinâmicas de mercado é essencial para profissionais que buscam manter a relevância em um ambiente cada vez mais automatizado. O ConexRS segue comprometido em trazer análises aprofundadas sobre o impacto da tecnologia nos negócios, garantindo que você tenha acesso a informações estratégicas e contextualizadas sobre o futuro do marketing e da economia.

Fonte: meioemensagem.com.br