
O mundo da música perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas neste sábado (11). O cantor e compositor italiano Peppino di Capri, nome artístico de Giuseppe Faiella, faleceu aos 86 anos em Villa Castiglione, na ilha de Capri, onde nasceu. A notícia foi confirmada por meio de uma breve e emocionante mensagem no perfil oficial do artista: “tchau, Peppino”. Embora a família não tenha divulgado a causa oficial do óbito, relatos da imprensa italiana indicam que o músico enfrentava uma longa batalha contra uma enfermidade.
Uma trajetória marcada por sucessos globais
Nascido em 27 de julho de 1939, Peppino di Capri construiu uma carreira que atravessou décadas, tornando-se um dos maiores expoentes da música italiana do século 20. Entre suas composições mais célebres, destaca-se o clássico Champagne, uma canção que transcendeu fronteiras e se tornou um hino romântico em diversos países, incluindo o Brasil. Além desse sucesso, obras como Il Sognatore consolidaram seu nome no panteão dos grandes artistas europeus.
A trajetória de sucesso teve início formal no final da década de 1950. Em 1958, ao lado de músicos como Ettore Falconieri e Mario Cenci, ele formou o grupo Capri Boys. A transição para o estrelato ocorreu após serem descobertos por um executivo fonográfico, o que levou à criação da banda Peppino di Capri e i suoi Rockers. A relevância do artista foi tamanha que, em 1965, ele integrou a turnê italiana dos Beatles, um marco que impulsionou definitivamente sua projeção internacional.
Conquistas e o legado nos festivais
Peppino di Capri foi um nome constante nos principais palcos da Itália. Sua maestria foi reconhecida com duas vitórias no prestigiado Festival de Sanremo: a primeira em 1973, com a canção Un grande amore e Niente più, e a segunda em 1976, com Non lo faccio più. Antes disso, em 1970, ele já havia conquistado o Festival de Nápoles com a música Me chiamme ammore.
O impacto de sua obra foi reconhecido por autoridades e figuras públicas. O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, destacou que a voz de Peppino acompanhou gerações, criando um vínculo indissolúvel com a ilha de Capri. Já o produtor de cinema Aurelio de Laurentiis lamentou a perda de um símbolo cultural que narrou a história da Itália através de suas melodias.
Conexão profunda com o público brasileiro
A relação de Peppino di Capri com o Brasil foi duradoura e afetuosa. Sua primeira visita ao país ocorreu em 1961, no icônico Teatro Record, marcando o início de uma admiração mútua com o público brasileiro. A última passagem do artista por terras brasileiras aconteceu em março de 2019, em uma apresentação memorável ao lado de Zizi Possi. Sua última aparição pública de grande repercussão ocorreu em 2023, quando foi homenageado como convidado de honra no Festival de Sanremo.
O artista deixa três filhos: Igor, fruto de seu primeiro casamento com Roberta Stoppa, além de Edoardo e Dario, nascidos de sua união com Giuliana Gagliardi. O legado de Peppino di Capri permanece vivo em suas gravações, que continuam a ser referências de elegância e sensibilidade musical. Para acompanhar mais notícias sobre o cenário cultural e fatos relevantes do Brasil e do mundo, continue navegando pelo Conexrs, seu portal de informação com credibilidade e compromisso com a notícia.
Fonte: abcmais.com
