Câmara avança com projeto que autoriza porte de arma para fiscais e advogados públicos

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu um passo importante na tramitação de uma proposta que altera as regras de segurança para servidores de carreiras estratégicas do Estado. O projeto de lei em análise reconhece como atividades de risco o trabalho desempenhado por diversos profissionais da fiscalização federal e da advocacia pública, abrindo caminho para a concessão de porte de arma de fogo a esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora dele.

Ampliação do escopo e justificativa legal

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Messias Donato (União-ES), ao Projeto de Lei 1248/26, de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA). Originalmente, a proposta focava exclusivamente nos auditores fiscais federais agropecuários. Contudo, o parecer acatado ampliou significativamente o alcance da medida, incluindo técnicos de fiscalização federal agropecuária, auditores-fiscais da Receita Federal, auditores-fiscais do Trabalho e membros da advocacia pública, tanto em âmbito federal quanto estadual.

A justificativa central para a mudança reside na natureza das funções exercidas por esses profissionais. Segundo o relator, o trabalho em áreas sensíveis — como portos, aeroportos, postos de fronteira e recintos alfandegados — coloca esses servidores em situações de constante tensão. Atividades que envolvem a repressão a ilícitos, a interdição de estabelecimentos e a apreensão de mercadorias irregulares são frequentemente citadas como cenários de vulnerabilidade que demandariam maior proteção legal.

Requisitos técnicos e o rito legislativo

Apesar da autorização, o porte de arma não será concedido de forma automática. O texto estabelece que a permissão dependerá rigorosamente do cumprimento de requisitos técnicos e da aprovação em avaliações psicológicas, garantindo que o armamento seja utilizado apenas por profissionais capacitados. A medida busca, segundo os defensores do projeto, assegurar a isonomia entre carreiras típicas de Estado que enfrentam riscos semelhantes no exercício de suas atribuições.

O projeto ainda não é lei e segue um rito de tramitação em caráter conclusivo. Isso significa que a proposta ainda precisa passar pelo crivo de outras comissões temáticas na Câmara, incluindo a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após essa etapa, o texto deverá ser apreciado pelo Senado Federal para que, caso aprovado sem alterações substanciais, possa seguir para sanção presidencial.

A discussão sobre o armamento de servidores públicos que atuam na fiscalização é um tema recorrente no Congresso Nacional. O debate coloca em lados opostos a necessidade de proteção da integridade física dos agentes estatais e as preocupações com a proliferação de armas de fogo na sociedade. Acompanhe o portal da Câmara dos Deputados para seguir o desdobramento desta votação.

O Conexrs segue atento aos desdobramentos desta e de outras pautas que impactam a administração pública e a segurança no país. Continue acompanhando nosso portal para informações precisas, análises aprofundadas e o acompanhamento diário dos temas que movimentam o cenário nacional.

Fonte: canalrural.com.br