A ocorrência envolvendo um radinho de brinquedo que intrigou uma família em Porto Alegre ganhou novos desdobramentos após o relato da mãe da criança. A menina, de 4 anos, já havia escutado manifestações sonoras anteriormente no mesmo dispositivo, conforme explicou a empresária responsável pelo caso, embora nenhuma das situações passadas tenha apresentado a mesma nitidez do episódio que motivou a denúncia policial.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de um vídeo que registra a interação entre a criança e um homem desconhecido através do aparelho. A família registrou um boletim de ocorrência virtual e optou por recolher o equipamento, removendo as pilhas para preservar eventuais evidências que possam ser analisadas pelas autoridades competentes durante a investigação em curso.
Investigação policial e preocupação com a segurança
Segundo o relato da mãe, o equipamento eletrônico estava fora de uso no momento da interação mais marcante, mantendo-se próximo ao outro dispositivo da mesma dupla de fábrica. A ausência de um terceiro aparelho na residência aumentou o espanto da família, que passou a escutar um diálogo direto onde um homem utilizava o codinome de lobo cinzento ao se dirigir à menor de idade.
Especialistas em segurança e prevenção apontam que o uso de apelidos em abordagens desse tipo exige atenção redobrada das autoridades policiais. A proximidade física é outro fator que causa apreensão, visto que as especificações técnicas indicam um alcance limitado para a frequência do brinquedo, sugerindo que a transmissão tenha partido de pontos muito próximos à residência da vítima.
Questionamentos sobre o funcionamento do equipamento
Além da abordagem intimidatória, a família levantou dúvidas técnicas sobre a fabricação e o funcionamento do modelo comercializado pela Candide Brinquedos. A principal suspeita dos responsáveis é de que o sistema de comunicação possa operar de maneira vulnerável, captando áudios do ambiente doméstico mesmo sem o acionamento manual do botão tradicional de transmissão.
A empresa responsável pela comercialização do produto foi contatada para prestar esclarecimentos sobre as falhas de segurança e os riscos de interceptação de sinal, mas não havia enviado um posicionamento formal até o fechamento desta apuração. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas e dos órgãos de fiscalização técnica.
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Fonte: g1.globo.com

