O mercado brasileiro de frango encerrou a semana com cotações estáveis no atacado e nas principais praças de comercialização de aves vivas. Apesar da manutenção dos valores, o ajuste entre oferta e demanda na região do Centro-Sul sustenta as cotações e mantém a perspectiva de valorização da proteína animal no curto e médio prazo.
Especialistas apontam que a competitividade da carne de frango em relação à carne bovina tem desempenhado um papel central na sustentação do mercado interno. Com os cortes bovinos em patamares elevados, o consumidor brasileiro direciona maior volume de compras para a avicultura, garantindo a absorção dos estoques disponíveis nos frigoríficos e abatedouros.
Dinâmica regional e controle de alojamentos
O cenário produtivo apresenta distinções claras entre as regiões brasileiras. Enquanto o Centro-Sul exibe condições mais favoráveis para a recuperação e consolidação dos preços, o Nordeste ainda exige cautela redobrada, operando com uma reação bastante discreta em algumas praças comerciais monitoradas por analistas do setor.
Para analistas de mercado, a manutenção dos alojamentos de pintainhos em níveis moderados é uma estratégia indispensável para evitar episódios de sobreoferta. Esse controle rigoroso da produção interna preserva as margens financeiras dos produtores e garante equilíbrio econômico para toda a cadeia avícola nacional.
Valores praticados no atacado e distribuição
Os levantamentos recentes mostram estabilidade generalizada em todos os principais cortes de frango acompanhados nos mercados paulistas e nas praças de distribuição. Entre os produtos congelados, o quilo do peito permaneceu cotado em R$ 9,50 no atacado e R$ 9,75 na distribuição, enquanto a coxa registrou R$ 7,80 e R$ 8,00, respectivamente.
- Peito congelado (atacado): R$ 9,50/kg
- Coxa congelada (atacado): R$ 7,80/kg
- Asa congelada (atacado): R$ 12,50/kg
- Frango vivo em São Paulo: R$ 5,70/kg
No segmento de cortes resfriados, o cenário seguiu a mesma tendência de estabilidade. O peito manteve-se em R$ 9,60/kg no atacado e R$ 9,85/kg na distribuição. Já os preços do frango vivo mantiveram patamares estáveis no interior paulista, cotados a R$ 5,70/kg, refletindo o compasso de espera dos avicultores.
Desempenho robusto nas exportações
O mercado internacional segue como um dos pilares de sustentação para a avicultura brasileira. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior indicam que os embarques de carne de aves somaram 193,214 mil toneladas nos primeiros sete dias úteis de outubro, gerando uma receita total de US$ 370,979 milhões.
A média diária embarcada atingiu 27,602 mil toneladas, acompanhada por um preço médio de exportação fixado em US$ 1.920 por tonelada. Esse ritmo acelerado de vendas externas, aliado à firmeza do consumo interno, blinda o setor contra oscilações abruptas e consolida o Brasil como um dos líderes globais no fornecimento de proteína avícola.
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Fonte: portaldoagronegocio.com.br

