A partir desta sexta-feira (9), o cotidiano dos brasileiros volta a ser marcado pelo horário reservado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A medida, que se estende até o dia 23 de outubro, é parte fundamental do rito democrático para o segundo turno das Eleições 2026, permitindo que os postulantes aos cargos executivos apresentem suas propostas e planos de governo diretamente ao eleitorado.
O período de exibição é estratégico para a conquista de votos indecisos e para a consolidação das bases eleitorais. Além da disputa presidencial, o espaço é garantido para candidatos aos governos estaduais em cinco unidades da federação e no Distrito Federal, onde a definição do vencedor não ocorreu na primeira etapa do pleito.
Regras de exibição e distribuição de tempo
A grade de programação das emissoras de rádio e TV sofre alterações para acomodar o conteúdo político. No rádio, as inserções ocorrem às 7h e ao meio-dia. Na televisão, o horário eleitoral é concentrado entre as 13h e as 20h30. A legislação determina que o tempo seja dividido de forma igualitária entre os concorrentes, garantindo equilíbrio na exposição.
Para a disputa presidencial, envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o formato prevê duas inserções diárias para cada candidato em cada veículo, com duração de cinco minutos cada, de segunda-feira a sábado. Já nos estados do Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal, os candidatos ao governo dispõem de 1 minuto e 65 segundos cada, dentro do bloco de dez minutos destinado aos pleitos estaduais.
Dinâmica das inserções e fiscalização
Além dos blocos fixos, as emissoras reservam 25 minutos diários para inserções curtas, que variam entre 30 e 60 segundos. Essas peças publicitárias são distribuídas ao longo da programação, de segunda-feira a domingo, totalizando 12 minutos e 30 segundos diários para cada chapa, seja ela presidencial ou estadual. A Agência Brasil detalha que o cumprimento dessas normas é acompanhado de perto pela Justiça Eleitoral, que recebe milhares de denúncias sobre eventuais irregularidades durante o período de campanha.
Exceção no cenário do Rio de Janeiro
O estado do Rio de Janeiro apresenta um cenário atípico neste segundo turno. Devido à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proferida na quinta-feira (8), que manteve a rejeição da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), os votos do candidato foram anulados. Como consequência jurídica, o segundo turno no estado foi cancelado, retirando o Rio de Janeiro da lista de regiões que seguem com a propaganda eleitoral para o governo estadual.
Acompanhar o desenrolar das campanhas é essencial para o exercício consciente do voto. O ConexRS mantém seu compromisso com a transparência e a precisão, trazendo diariamente os desdobramentos do processo eleitoral e as informações que impactam o futuro do país. Continue conosco para se manter atualizado sobre os próximos passos da corrida eleitoral.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

