Receita abre consulta para restituição automática do IR 2026 em julho

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A iniciativa da Receita Federal representa uma mudança relevante na forma de devolver valores pagos a mais por contribuintes de baixa renda. O programa, chamado informalmente de “Cashback IRPF”, cria um lote especial de restituição automática para pessoas que nem sequer precisaram entregar declaração, mas que tiveram imposto retido na fonte durante 2024/2025.

O que muda na prática?

Até então, muitos trabalhadores deixavam de receber restituições porque não eram obrigados a declarar e desconheciam que tinham valores a recuperar.

Agora, a Receita fará um processamento automático dessas informações e poderá devolver o dinheiro sem necessidade de declaração formal, desde que alguns requisitos sejam atendidos.

Quem terá direito?

O lote especial contempla contribuintes que:

  • Não estavam obrigados a entregar a declaração em 2025;
  • Têm direito a restituição de até R$ 1.000;
  • Possuem CPF regular;
  • Apresentam baixo risco fiscal;
  • Possuem chave Pix vinculada ao CPF.

A Receita estima cerca de 4 milhões de beneficiários, com devolução total próxima de R$ 500 milhões. O valor médio esperado gira em torno de R$ 125 por contribuinte.

Calendário

Segundo a Receita:

  • Processamento automático começou em junho;
  • Consulta ao lote especial será aberta em 8 de julho;
  • Pagamento ocorrerá em 15 de julho, exclusivamente via Pix CPF.

Impactos econômicos

1. Inclusão tributária

A medida corrige uma distorção histórica: trabalhadores de renda mais baixa frequentemente pagavam imposto retido na fonte, mas não recuperavam valores por falta de informação ou por não serem obrigados a declarar.

2. Digitalização do Fisco

O programa reforça a estratégia de automação da Receita, que já vem ampliando o uso de declaração pré-preenchida, cruzamento de dados e pagamentos via Pix. O próprio órgão atribui os resultados recordes de restituição à modernização dos sistemas.

3. Injeção de recursos no consumo

Embora os valores individuais sejam relativamente baixos, os R$ 500 milhões distribuídos tendem a gerar impacto direto no consumo das famílias de menor renda, segmento com maior propensão ao gasto imediato.