Resgate de carro clássico abandonado em prédio exige operação especial

Resgate de carro clássico abandonado em prédio exige operação especial

Rio Grande do Sul

Retirar um veículo clássico de grande porte de dentro de um edifício residencial exigiu planejamento técnico e mobilização de entusiastas. O caso envolve um Ford Galaxie 500 fabricado em 1971, que permaneceu guardado no nono andar de um prédio localizado em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O automóvel estava parado há 17 anos e foi adquirido em 2021 por um fã de longa data que acompanhava a trajetória do modelo desde a infância.

planejamento e complexidade na descida do veículo

A operação para retirar o automóvel do alto do edifício representou um desafio logístico considerável. Como o prédio possui uma estrutura de acesso em formato de caracol, os responsáveis precisaram lidar com limitações mecânicas severas, já que o carro estava sem freios e com o motor inativo.

Para garantir a segurança durante a manobra, o novo proprietário mobilizou amigos e utilizou um veículo utilitário com tração 4×4 para controlar a descida e segurar o peso do clássico caso houvesse perda de controle. A execução bem-sucedida da manobra marcou o início de uma nova fase para o automóvel histórico.

reencontro após décadas de admiração

A conexão entre o comprador atual e o veículo começou na década de 1990, quando ele tinha entre 11 e 12 anos de idade. Naquela época, o garoto observava o modelo com frequência em um estacionamento durante o trajeto entre sua residência e a escola.

O paradeiro do automóvel tornou-se desconhecido por cerca de 30 anos, até que um reencontro casual em outro estacionamento permitiu a identificação do modelo clássico. A negociação com a família proprietária levou tempo, concretizando-se apenas anos mais tarde após tratativas com os herdeiros.

detalhes históricos e revisões mecânicas

O interior do veículo guardava pistas sobre o tempo em que permaneceu inativo. Entre os itens descobertos estava um exemplar de jornal datado de 10 de outubro de 1988, prática comum na época para absorver a umidade sob os tapetes após a lavagem, além de um documento de 2004 que indicava a transferência para o edifício onde ficaria por quase duas décadas.

Após a remoção do prédio, o automóvel passou por manutenções preventivas em componentes essenciais, como o sistema de freios, radiador e carburação, enquanto o motor original permaneceu preservado. O planejamento atual envolve a repintura completa e a participação do veículo em encontros de colecionadores.