Soja em baixa em Chicago e dólar em queda pressionam o mercado brasileiro

Soja em baixa em Chicago e dólar em queda pressionam o mercado brasileiro

Geral

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços predominantemente mais baixos, pressionado de forma direta pelos recuos registrados na Bolsa de Chicago e na cotação do dólar. Os prêmios praticados no setor não foram suficientes para compensar esses movimentos de desvalorização, resultando em uma retração expressiva nas ofertas apresentadas pelos compradores no mercado físico nacional.

A comercialização da oleaginosa permaneceu praticamente paralisada ao longo do período, registrando apenas operações pontuais que envolveram a entrega spot e condições específicas de pagamento para janeiro. Fora essas transações isoladas, o ambiente de negócios seguiu sem liquidez relevante, com os produtores rurais mantendo-se totalmente afastados das mesas de negociação diante dos patamares de preços vigentes.

Impacto de chicago e avanço da colheita

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam em baixa, acumulando uma sequência negativa de seis sessões consecutivas de perdas. O avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos, somado às previsões meteorológicas indicando clima favorável sobre o cinturão produtor norte-americano, voltou a exercer forte pressão sobre as cotações internacionais da commodity agrícola.

Apesar de novos anúncios de vendas por parte de exportadores privados para destinos não revelados e para a China, o mercado internacional não encontrou espaço técnico para reação. Grandes fundos de investimentos e especuladores optaram por liquidar posições, intensificando o viés de baixa na bolsa de mercadorias durante o pregão.

Inspeções de exportação e variação dos subprodutos

As inspeções de exportação de soja nos Estados Unidos apresentaram forte crescimento, atingindo um volume expressivo na semana encerrada, superando o desempenho registrado no relatório semanal anterior divulgado pelas autoridades competentes. Esse fluxo logístico robusto, contudo, não foi suficiente para sustentar os preços diante do excedente ofertado e do comportamento dos especuladores.

No setor de subprodutos, os contratos futuros acompanharam a tendência geral do mercado físico e futuro. Tanto o farelo quanto o óleo de soja fecharam a sessão com perdas moderadas nas posições de referência, refletindo o ajuste de preços em toda a cadeia global de oleaginosas.

Comportamento do câmbio no cenário interno

No câmbio doméstico, a moeda norte-americana encerrou a sessão com baixa de 0,51%, sendo negociada tanto para venda quanto para compra em patamares inferiores aos do fechamento anterior. Ao longo do dia, a taxa de câmbio oscilou dentro de margens estreitas, mas a tendência de enfraquecimento frente ao real contribuiu para reduzir a paridade de exportação e pressionar as cotações internas da soja.

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Fonte: canalrural.com.br